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Mães, deixem os telemóveis de lado enquanto tomam conta dos vossos bebés!

No Dia da Mãe, assinalado a 5 de maio, ressaltamos os dados de um estudo que revela que interrupções durante os cuidados maternos provocam distúrbios no crescimento da criança.

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Os investigadores da Universidade da Califórnia Irvine (UCI), Estados Unidos, descobriram que o cuidado materno fragmentado e caótico pode perturbar o desenvolvimento adequado do cérebro, o que pode levar a distúrbios emocionais no futuro.

 

Embora o estudo ainda só tenha sido realizado com roedores, os resultados mostram que quando as mães estão a alimentar os seus bebés, inúmeras interrupções diárias – mesmo aquelas que são aparentemente inofensivas como chamadas telefónicas ou mensagens de texto – podem ter um impacto duradouro na vida dos filhos.

 

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A investigadora Tallie Z. Baram e os seus colegas do Centro sobre a Programação do Cérebro em Adolescentes Vulneráveis da UCI demonstraram que os ritmos e padrões dos cuidados maternos consistentes parecem ter uma importância crucial no desenvolvimento do cérebro. Este precisa de estímulos previsíveis e contínuos para garantir o crescimento robusto das redes neuronais.

 

«Sabe-se que a vulnerabilidade e os distúrbios emocionais, como a depressão, derivam de interações entre nossos genes e o meio ambiente, especialmente durante períodos de desenvolvimento sensíveis», disse Baram ao ‘Translational Psychiatry’, plataforma online onde saíram os resultados do estudo.

 

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O trabalho desenvolvido por estes investigadores pretende demonstrar o quão importante é o cuidado materno para o futuro da saúde emocional. Segundo Baram, não será a quantidade de cuidados maternos que irá influenciar o comportamento do jovem, mas sim a atenção fragmentada que lhe é dada. Ou seja, é desejável que se controle o máximo possível a quebra da atenção que está a ser dada, como por exemplo, desligar o telemóvel enquanto cuida do bebé.

 

A equipa da UCI estudou os resultados emocionais de ratos adolescentes criados em ambientes tanto calmos como caóticos e foram utilizadas abordagens matemáticas para analisar o comportamento nutritivo da mãe.

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