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Mãe: a melhor líder para a filha

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Investigações feitas por psicólogos indicam que há uma alarmante queda de autoestima nas jovens meninas à medida que se aproximam da adolescência.

 

Um estudo recente apontou que 74% das jovens inqueridas se encontrava sob uma grande pressão em “agradar” os outros e acreditava que não era suposto “gabar-se” das coisas que fazia bem. A maioria das adolescentes sentia uma grande pressão em:

– Gostar de si própria, a todo custo

– Ser agradável, passiva e modesta

– Obedecer aos padrões convencionais de ser feminina

 

Surge então o estereótipo daquilo que, na mente das jovens, é ser uma “boa menina”:

– Fazer tudo de forma perfeita

– Nunca desapontar ninguém

– Ser apreciada por toda a gente

 

A perceção do que significa ser “boa menina” fica de tal forma gravada no subconsciente das mulheres em que se irão tornar que, quando crescem, essa frase transforma-se na suposta “boa mãe” ou “boa esposa”, aquela que não se permite a si própria falhar e vive num estado contínuo de culpa.

 

Na minha perspetiva, precisamos de começar a mudar a linguagem que utilizamos com as crianças e incentivá-las, desde o início, a serem “autênticas”, respeitando as suas personalidades, gostos, preferências, ideias e opiniões. É necessário incentivar as adolescentes a descobrirem a sua própria essência, o seu brilho único, que cada ser humano tem.

 

Qual é o tipo de ajuda que as jovens precisam?

É fundamental que construam o “curriculum interior”, que saibam exatamente o que pensam e sentem e que conheçam a capacidade para expressar esses sentimentos e pensamentos com convicção. Levantar a mão na sala de aula, mesmo sabendo que a resposta pode não ser a correta, é um grande avanço.

 

Como fazemos isto?

Através da “fonte de resiliência”, que são os relacionamentos (com colegas, professores, familiares, adultos). São a melhor aula prática para demonstrar a uma jovem como ser líder. Os relacionamentos ensinam a defender-se de forma autónoma (ser a sua própria advogada), a negociar e a assumir compromissos (ao mesmo tempo que adquire responsabilidade).

 

É importante falar com as adolescentes, tanto das qualidades como dos defeitos, para que tenham estes aspetos em equilíbrio. Assim, ficam preparadas para superar as falhas e os desafios. É como se fosse um músculo, que precisa de ser exercitado todos os dias. É essencial falar com as jovens sobre os seus sonhos, porque, como diz o refrão, “meninas com sonhos tornam-se em mulheres com visão”. Acima de tudo, lembre-se que é a principal modelo de líder da sua filha!

 

 

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