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Love apps: aventuras online na primeira pessoa

«A minha aventura nas redes sociais de encontros amorosos demorou três meses. De dezembro a fevereiro. Foi bom. Muito bom». Conheça a história desta mulher.

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Antes disso mantive uma relação de sete anos, mais acertado dizer em duas relações, uma com quem seria o meu futuro marido, que via aos fins de semana, e outra com o meu amante, com quem me encontrava durante a semana.

 

Vivia numa espécie de dualismo, a mente para um, o corpo para outro. Não sabia onde era mais feliz. A planear uma família ou a ter sexo desenfreado nos intervalos do trabalho. Um e outro complementavam-se, mas eu não me aguentava dividida por muito mais tempo. O resultado? Uma alucinante amálgama de sentimentos. Separei-me do meu namorado. Tentei que o amante passasse a principal, mas não resultou.

 

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Eu era o cliché da independência estampado num outdoor na IC19. Tinha atingido a minha vida adulta com uma check-list de longa data: casa própria, carro, o trabalho a progredir na direção que desejava, um grupo de amigos com que saía regularmente, depilação definitiva, hobbies e tempo para investir nalguma relação.  O final dos relacionamentos, e dos dois em catadupa, criou na minha vida, outrora frenética, um vazio profundo.  Para além de uma relação, também sentia muita falta de sexo.

 

Salvou-me o Pedro, que me saciou os desejos, e me levantava o espírito e os pés do chão com o melhor samba. Voltei a sair. Na noite procurava a oportunidade de outros relacionamentos. A curiosidade e o desejo crescente não pareciam ainda ajustados a uma maior naturalidade minha. A timidez ocupava metade do meu tamanho, rapidamente a ansiedade disparava quando trocava olhares, nunca consegui iniciar alguma conversa, o contacto direto parecia-me difícil. O Pedro, que se tornou no meu melhor amigo, suscitou-me o interesse pelas love app.

 

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Encontrei no tinder o melhor instrumento para o meu júbilo, eu que prescindo do flirt demorado, amo o imediatismo e a adrenalina dos encontros desconhecidos. Nos últimos meses, a minha autoestima andava a rasar a relva de qualquer parque. Assim que instalei a aplicação, subiu a torre Eiffel em menos de cinco minutos. O efeito foi visível, era procurada, desejada, a correspondência com um outro era um passo rápido para um encontro. E se me apetecia ter sexo, era só deslizar o catálogo com a melhor lingerie pronta.

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