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Lisboa volta a ser palco da noite onde os falhanços são celebrados

Presente em mais de 90 países e 300 cidades, as Fuckup Nights são o movimento para empreendedores e criativos que mais cresce, mostrando que um fracasso não é mais do que uma aprendizagem. E está de regresso a Lisboa.

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O evento internacional que celebra histórias de fracassos e insucessos profissionais e que já chegou a mais de 318 cidades do mundo está de volta à capital, depois da última edição que reuniu mais de uma centena de participantes. Decorre a 16 de janeiro, no Unobvious Lab, em Lisboa, às 19h00.

 

Para a primeira edição de 2020 estão confirmados quatro “fuckupers” dos mais diversos ramos profissionais, que vão partilhar as histórias mais insólitas de ideias, projetos, negócios e carreiras falhadas, que vão desde produtos como desbloqueadores de etiquetas de segurança para roupa, a apps de guias digitais para cidades e houve até quem tivesse decidido abrir uma empresa especializada em empadas.

 

As Fuckup Nights regressam, novamente, pela mão da agência de comunicação e marketing, Message in a Bottle, que pretende alavancar o tema do empreendedorismo nacional através de uma abordagem disruptiva que já chegou a mais de 90 países diferentes.

 

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Para o CEO da agência, Ruben Obadia, «é para nós um motivo de orgulho organizar, mais uma vez, no nosso país, um evento que vem desconstruir a ideia de que os fracassos são sempre motivo de vergonha social e de que os grandes negócios nascem sempre de histórias de sucesso. Os erros que inevitavelmente vamos cometendo também devem ser celebrados e encarados como importantes momentos de aprendizagem».

 

Os oradores convidados para esta noite de partilha de casos de falhanços prometem entreter a plateia do Unobvious Lab, na Rua das Janelas Verdes, com as suas histórias pessoais e ensinamentos em primeira mão, sem tabus.

 

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Sobre os oradores:

André Marquet

Trabalhou em capital de risco e durante cinco anos dedicou-se a avaliar empresas em início de negócio, ajudando-as a decidir se seriam investimentos acertados. Anos mais tarde, e apoiado no know-how que acreditava ter da sua experiência profissional em avaliação de negócios, decidiu construir o seu próprio. Quando um amigo lhe apresentou uma ideia que permitia agilizar o processo de compra de roupa, não hesitou e, de Portugal, passando também por Espanha, rumou até à América do Sul com o seu projeto. Em apenas três meses, o desbloqueador de etiquetas de segurança para roupa que havia idealizado fracassou. Após isso fundou a Beta-i e a Productized, uma agência de inovação que se dedica ao desenvolvimento de design sprints, workshops de design de serviços e aceleração de startups.

 

Mário Mouraz

Ele não falhou uma vez, falhou duas vezes. Em 2013, criou a sua primeira empresa, uma app de guias digitais para telemóveis de cidades europeias onde já tinha vivido, que acabou por não vingar. Depois do colapso da “Travel with Mário”, saiu de Viseu e mudou-se para Aveiro, onde, juntamente com um amigo, criou um software para hotéis, que entrou num programa de aceleração e até financiamento europeu recebeu. No entanto, a sua relação com o seu parceiro foi o primeiro obstáculo a erguer-se e passado um ano desde a sua criação, o software ainda não tinha chegado ao mercado, nem havia faturação. Atualmente, Mouraz é o CEO da Climber, uma startup de sucesso que permite aos hotéis independentes e às pequenas cadeias determinar o preço ideal de venda dos seus quartos.

 

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Helena Justo

Filha de um pai empreendedor e de uma mãe doméstica, é voluntária e defensora de causas sociais. O seu maior fuckup aconteceu quando decidiu abrir uma empresa, mais propriamente, uma empadaria chamada “À Dúzia”, que acabou por ter de fechar portas. Atualmente, gere o chapter português da Entrepreneurs’ Organization, uma rede global que conta com mais de 13000 empresários influentes e que já chegou a 57 países.

 

Manuel Valadas Preto

O atual CEO da M-Eskudo descreve-se como “uma pessoa multinacional que viveu a primeira metade de século a divertir-se, a trocar de país e de trabalho como quem troca de peúgas, que num dia comprou um luxuoso desportivo e no outro uma bicicleta ferrugenta, que num dia dormiu à beira-mar do Caribe e no outro num bairro de lata de uma cidade latino-americana, que num dia ganhou rios de dinheiro e no outro lançou a sua empresa à falência”. Defende que é tempo de partilhar o que correu mal, sem tabus e que é preferível falhar a estagnar.

 

 

Os bilhetes têm um custo de 10 euros, incluem uma bebida de oferta e poderão ser adquiridos no local ou através da plataforma Eventbrite.

 

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