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Liderança sem género

A liderança não pode ter género! Devem ser escolhidos os melhores, sejam homens ou mulheres.

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Nos últimos anos, multiplicaram-se os movimentos que enaltecem a liderança no feminino e é indiscutível o papel da mulher na sociedade: o de protagonista. A história revela-nos episódios onde o feminino impôs a sua forma de abordagem e “venceu” batalhas em todos os setores da sociedade. Talvez a força que a mulher em si encerra tenha sido motivo para que, num mundo dominado pelos homens, as leis a tenham afastado de tantas decisões, obrigando a lutas, por exemplo, para exercer o direito de voto.

 

É certo e sabido que a mulher foi e é marginalizada, principalmente quando falamos em ascender a posições de comando. Aos poucos, com estilo e força, fomo-nos impondo e diluiu-se cada vez mais a segregação. Esta tende a ser mais subtil, mas também sem grande resultado, porque quando a mulher sonha a obra nasce!

 

A grande questão que se coloca é que obra vamos fazer nascer? Depois de chegadas ao poder vamos vestir calças? A nossa luta pela igualdade de géneros será para sermos iguais aos homens? Será que não se adivinha em alguns discursos mais inflamados uma tendência para a vingança de excluir o sexo oposto?

 

Tal como eles, gostamos de nos juntar em grupos e, por isso, é uma descoberta e uma alegria encontramos atualmente espaços de discussão, seminários e fóruns de networking só no feminino. Não porque sejam “guetos”, simplesmente porque encontramos sinergias entre nós. Estamos entre pares. Durante anos, os grupos eram no masculino e com as regras que se adaptavam aos seus interesses, hoje criamos paralelamente, nunca em conflito, uma área reservada nossa. É um espaço nosso, um momento para nos “re-energizar”!

 

O mundo de hoje está, tal como no início da humanidade, a virar-se para os valores mais próximos do feminino: emocional e espiritual. Depois do que poderemos apelidar de Era do Funcional, há novas abordagens, mas estas completam não excluem. É o que os peritos do marketing dizem ser colaboração de muitos para muitos, no que ao consumidor diz respeito. Acrescento que nas questões da paridade é a colaboração de todos para todos!

 

Homens e mulheres são complementares. Não se pode colocar a premissa de que somos melhores do que eles. Somos diferentes! Temos como eles valor. A nossa afirmação e todo o movimento que se sente na sociedade deve servir para construir um mundo melhor. Está no nosso ADN a capacidade de fazer pelos outros, não o neguemos. É importante que a mulher não deixe de ser quem é ,quando assume lugares tradicionalmente ocupados por homens. Será precisamente na abordagem “muito nossa” que estará a diferença. Não teremos complexos de os ter como pares. A liderança não pode ter género! Devem ser escolhidos os melhores, sejam homens ou mulheres.

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