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Libertamos o carma ou aprendemos a viver com ele?

O carma não está fora de nós, não é o marido, não é a mãe, nem a sogra, nem a amiga, nem o trabalho, etc. O carma é o que cada um de nós traz pendente, por resolver, ou onde exagerou com cada uma destas pessoas. O carma é interno.

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Julho é o mês de elevação, de nos vermos de forma mais elevada, e a vida é o mote. Por isso, ofereço-vos um exercício de reflexão! Muito se fala sobre carma, mas o que é o carma? O carma é a lei da ação, causa-efeito, logo, todos os dias geramos carma negativo ou positivo, pois todos os dias somos causa e vivemos efeitos.

 

Carma não está fora de nós, não é o marido, não é a mãe, nem a sogra, nem a amiga, nem o trabalho, etc, etc. Carma é o que cada um de nós traz pendente, por resolver, ou onde exagerou com cada uma destas pessoas. O carma é interno.

 

Cada um de nós traz desafios próprios, carmas, que se traduzem em dificuldades na nossa vida, constituindo o terreno ideal para nos superarmos, crescermos, iluminando as nossas feridas, pois só desta forma nos humanizamos e espiritualizamos. Como se manifestam estes carmas? Vou dar alguns exemplos.

 

1 – És dependente, indeciso, inseguro?
Abdicas da tua autonomia, coragem e independência culpando os outros ou as circunstâncias?
Protelas a tua iniciativa e ação à espera do momento perfeito? Acreditas que não és capaz?

 

2 – És apegado, obstinado com ideias fixas?
Abdicas de ser flexível, de fazer mudanças, de sair da zona de conforto com a desculpa do medo do desconhecido, só porque ages no teu conceito de segurança? Preferes estar infeliz no conhecido, seguro sem nunca arriscar? Acreditas que a tua felicidade passa por ter as condições ideais?

 

3 – Não consegues dizer o que sentes? Tens dificuldade em colocar por palavras os teus pensamentos e a tua verdade? Abdicas de falar para não provocar conflito? Não consegues ser assertivo? Com medo da reação dos outros? Preferes anular a tua voz para manter o teu conceito de Harmonia?

 

4 – Não consegues dizer Não? Vives no passado?
Estás na posição de vítima, à espera que os outros mudem? Preferes que os outros ajam por ti? Queres agradar a todos para te sentires com valor? Preferes abdicar de ti para seres o bombeiro 24h disponível?

 

5 – O teu amor próprio depende do outro?

Depende do reconhecimento do outro? A tua alegria de viver depende de algo? Vives com prazer ou com sacrifício? Sentes-te no centro da tua vida? Ou preferes acreditar que nada se consegue sem dor? Acreditas que crias a tua vida? Os teus projetos?

 

6 – És daqueles que achas que ser perfeccionista é uma qualidade?

Queres tudo sob controlo para não falhar nada? Racionalizas tudo a ponto de viveres sem paz de espírito? Confias tão pouco em ti e na vida que vives com medo de perder o controlo e do que o desconhecido te pode trazer? Tens tanta dificuldade em aceitar erros e falhas próprias e dos outros com a desculpa do perfecionismo?

 

7 – Tens dificuldade em colocar-te no lugar do outro com medo de perder a tua razão?

É difícil para ti perceber que tens o teu conceito de justiça e o outro também tem o seu conceito de justiça? Sentes amor e afeto mas tens dificuldade em demonstrar? Tens tendência a dar “demais” para receber? Achas que ao confiar no outro ele vai-se embora ou vai-te trair?

 

8 – Não consegues fechar situações? Colocar pontos finais? Dizer basta?
Tens dificuldade em enfrentar a tua sombra vivendo no faz de conta? Achas que ser zen ou ter paz de espírito é viver na linha continua? Do género, máquina do hospital em que a linha continua significa que a pessoa faleceu! Não consegues fazer o luto?

 

9 – Queres tocar todos os instrumentos, achando que isso é sabedoria?

Gostas de tudo mas não levas o que começas até ao fim? Queres ter razão? Tens medo de aprender algo de novo sendo ameaça às tuas crenças e valores? O que é para ti ser espiritual?

 

10 – A tua vida só tem valor porque tens um emprego? Porque trabalhas?
Sabes parar? Tens medo de abdicar do controlo, assumindo peso em tudo porque não acreditas na leveza da vida? Achas que “trabalho” tem que ser doloroso?
Tens medo de assumir a liderança da tua vida com a desculpa dos outros? Do tempo? Das circunstâncias?

 

11 – Tens dificuldade em aceitar que atrais tudo para equilibrar partes de ti?
Sabias que atrais barreiras e bloqueios como forma de te valorizar? Tens medo de te abrir aos outros, ao grupo com a desculpa que ninguém te entende? É demasiado para ti acreditar que és parte de Deus? E que tens a vida que crias?

 

12 – Viveste situações dolorosas a ponto de te teres tornado frio? Distante?

Como defesa de proteção, bloqueias a expressão dos afetos? Tens mágoas que te impedem de perdoar? Culpas-te? Carregas fardos dos outros por falta de automerecimento? Queres entender toda a gente? E, tu? Entendes-te? Conheces-te?

 

 

– Se identificas 3 situações estás no bom caminho, estás no caminho da vida! Pois não eliminamos carmas, nem libertamos. Aprendemos sim a evoluir em função deles!

– Se identificas entre 3 a 6 situações, está na hora de parares e reveres a tua vida.

– Se identificas entre 6 a 12 situações, pergunto-te, até quando vais continuar a sobreviver? Queres viver ou não? Se queres, assume as rédeas!!

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