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Lançado ‘Guia Masculino da Contraceção’

Cada vez mais os homens querem saber como funcionam os métodos contracetivos, quais os mais eficazes, os mais convenientes em função do tipo de relação e como atuar caso haja uma relação desprotegida ou falha no método contracetivo utilizado.

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O ‘Guia Masculino da Contraceção’ foi lançado hoje, no decorrer da reunião anual da Sociedade Portuguesa da Contracepção, para dar resposta às dúvidas que cada vez mais os homens têm sobre métodos contracetivos.

 

Interessam-se os homens pela contraceção? Há medos no sexo? Podem ou devem os homens propor uma alteração ao método contracetivo utilizado pela mulher? Estas são algumas das questões respondidas neste guia que nasce da ideia de seis especialistas em saúde sexual e é agora publicado pela companhia farmacêutica HRA Pharma.

 

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Regra geral, as relações sexuais estão associadas a emoções positivas como sentir-se querido ou atrativo, ao prazer e à intimidade. Mas existem também bastantes dúvidas e temores: as infeções sexualmente transmissíveis ou a possibilidade de uma gravidez não planeada são os mais frequentes, tanto para homens como para mulheres.

 

O ‘Guia Masculino da Contraceção’ foi elaborado a pensar especificamente nos homens e nasce da análise dos seus interesses, dúvidas e preocupações que foram observadas pelos profissionais de saúde que participaram neste projeto.  Neste sentido, Ezequiel Pérez Campos, médico especialista em ginecologia e obstetrícia, e membro da direção da Fundação Espanhola de Contraceção assinala que «existe uma relação muito estreita entre relações sexuais e a necessidade de métodos contracetivos, e ainda que a contraceção tenha sido sempre uma questão feminina, atualmente são cada vez mais os homens que se interessam por este tema. Geralmente associa-se o protagonismo na sexualidade ao homem e a contraceção à mulher, mas ambos os conceitos são erróneos uma vez que ambas as partes do casal têm os mesmos direitos e obrigações».

 

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Entre os temas abordados no ‘Guia’ encontram-se as consequências de uma gravidez não planeada dos pontos de vista jurídico, económico e emocional, como enfrentar o processo de comunicação entre o casal caso necessitem recorrer a uma interrupção da gravidez, os métodos contracetivos masculinos (preservativo e vasectomia) e outros como contraceção e prazer nas relações sexuais ou até como o interesse e envolvimento do homem no tema “contraceção” favorece o seu cumprimento, no caso dos métodos contracetivos hormonais.

 

A esse respeito, Teresa Bombas, médica especialista em ginecologia e obstetrícia, e presidente da Sociedade Portuguesa da Contracepção considera que «antes de mais, este guia serve como ferramenta de informação perante questões como a eleição de um método contracetivo, quando pode ser o momento de mudá-lo e como reagir perante uma falha para evitar uma gravidez não planeada». Isto porque, segundo as palavras da médica, «os homens podem e devem ser capazes de propor a utilização ou a mudança de um método contracetivo à sua companheira. De facto, é possível que muitas mulheres vejam este gesto como interesse e compromisso do homem em ter um papel ativo em todos os aspetos da relação e não ser apenas um mero espetador no que a este tema se refere». O guia estará disponível a partir do dia 26 de setembro, Dia Mundial da Contraceção, AQUI.

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