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Jovens estão a mudar padrão do consumo de cerveja

A cerveja sem álcool está a convencer cada vez mais europeus. A mudança é impulsionada pelas novas gerações, que estão preocupadas com a vida saudável e a acabar com o estigma da cerveja sem álcool, revela a consultora Mintel. Segundo o novo estudo, o argumento da diferença do sabor está a cair por terra e as redes sociais também têm um papel nesta mudança.

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São cada vez mais os europeus que dizem que beber uma cerveja sem álcool sabe igualmente bem como uma cerveja com álcool, revela um novo estudo internacional realizado pela consultora Mintel, mostrando que há uma mudança no consumo padrão desta bebida.

 

Os polacos, revela a consultora, são os mais convencidos desta realidade. Para 43%, beber uma cerveja com pouco ou nenhum álcool sabe tão bem quanto as outras. Seguem-se os espanhóis e os italianos, em pé de igualdade: 34% destes latinos consomem tão bem uma como a outra cerveja. O top 5 é completado pela França (28%) e pela Alemanha (27%).

 

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«À medida que as tendências de saúde e bem-estar influenciam cada vez mais o consumo de álcool, os consumidores estão a ser atraídos para opções moderadas de cerveja. Neste sentido, o estigma de beber cerveja com pouco ou nenhum álcool está a ser desafiado», comenta Jonny Forsyth, analista global de alimentos e bebidas da Mintel.

 

Na altura em que está prestes a iniciar-se o grande festival da cerveja na Alemanha, o Oktoberfest, cerca de 53% dos alemães diz que a possibilidade de ter uma ressaca é bem menor se beber cerveja sem álcool ou com pouco álcool. Esta percentagem sobe para 61% juntos dos franceses.

 

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Mas este nem é o único argumento. Mais de metade dos inquiridos (56%) diz que esta opção lhes permite manter o controlo. «O controlo tornou-se num fator muito importante para os consumidores mais jovens. Ao contrário das gerações anteriores, as suas noites são documentadas através de fotos, vídeos e postagens nas redes sociais, onde é provável que permaneçam para o resto das suas vidas. O excesso de bebida é, portanto, algo que muitos procuram evitar», acrescentou Forsyth.

 

O consumo de cerveja sem álcool cresce rapidamente, com 33% dos espanhóis, 23% dos alemães e 9% dos consumidores franceses a optarem por esta variedade. No entanto, neste próspero mercado, a China vai à frente. Em 2016, 29% das cervejas lançadas na China tinham pouco ou nenhum álcool. A média global ficou-se nos 8%. «Olhando para o futuro, o mercado mundial de cerveja verá mais inovações, já que os Millennials, em particular, procuram opções de cerveja mais saudáveis e menos calóricas», conclui o analista.

 

 

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