Home»VIDA»CASA & FAMÍLIA»Jorge Rio Cardoso: «Os alunos de hoje preocupam-se menos em reproduzir e mais em deduzir, analisar e inovar»

Jorge Rio Cardoso: «Os alunos de hoje preocupam-se menos em reproduzir e mais em deduzir, analisar e inovar»

Autor do método «Ser Bom Aluno – ‘Bora lá?», o professor Jorge Rio Cardoso lança agora o livro “Do Secundário à Universidade com Sucesso, ‘Bora lá?» para ajudar os alunos que se preparam para regressar às aulas. E fornece as ferramentas essenciais para os jovens atravessarem com segurança o secundário e chegarem à universidade bem preparados.

Pinterest Google+

Acaba de lançar o livro “Do Secundário à Universidade com Sucesso, ‘Bora lá?». Quais as principais orientações que passa neste livro?

As orientações são no sentido de conseguir aprendizagens exigentes que não se fiquem apenas pela mera reprodução do conhecimento. Por outro lado, é muito importante que se comecem desde cedo a sedimentar as chamadas softskills: saber trabalhar em equipa, criar empatia com os outros ou ser criativo. Ao longo do livro procuro, através de exemplos práticos, passar a forma de adquirir essas competências.

 

Qual é, de acordo com a sua experiência, a fórmula mais eficaz para se ser bom aluno?

Não existem fórmulas acabadas. Cada aluno é um caso e deve procurar a sua própria fórmula, ou seja, criar os seus próprios hábitos de trabalho. Todavia, diria que a persistência, a utilização de um método eficaz de estudo e a auto-motivação são fundamentais para o sucesso.

 

Veja também: Quanto deve pesar uma mochila escolar? Saiba como fazer a escolha certa

 

Que métodos preconiza para se conseguir combater o insucesso escolar, uma causa social que abraça desde 2008?

Os métodos passam por aprendizagens mais apelativas em que seja dada ao jovem a oportunidade de construir o seu próprio conhecimento. Hoje em dia, qualquer modelo que procure combater o insucesso escolar passará por uma grande proximidade entre professor e aluno, aparecendo o conhecimento depois.  É claro que tudo isto só funciona com turmas mais pequenas.

 

Fazer trabalhos de casa ou não fazer trabalhos de casa? Qual a sua posição sobre este assunto?

Não vejo nenhum problema em que sejam passados trabalhos de casa desde que o jovem possa ter tempo para se divertir ou fazer aquilo que muito bem entenda. Agora se me disserem que o jovem depois de fazer os TPC não tem mais tempo livre, aí sou completamente contra. Se o aluno vai de férias e lhe são dados TPC´s para fazer nas férias, não vejo mal nisso. Trata-se até de uma forma de melhor se organizar, de fazer escolhas: faço já os trabalhos ou deixo para o final das férias?

 

Veja também: Calendário escolar 2017/2018: conheça-o para uma melhor gestão familiar 

 

Revela neste livro alguns métodos de estudo para ajudar os alunos do secundário. Pode dar algumas dicas?

O estudo tem sempre alguns rituais, regras, algumas rotinas, no fundo hábitos de trabalho. Cada aluno deve criar os seus próprios métodos de estudo, aquele que para ele fazem sentido. Como dicas, diria: estudar todos os dias; programar as sessões de estudo; definir prioridades; definir objetivos; fazer pausas para descanso e ter atenção aos limites.

 

Qual o papel da família em todo o percurso escolar do aluno? 

O papel da família é fundamental. A família deve procurar dar ao jovem sobretudo confiança. Confiança de que daquilo que está a fazer (o estudo) irá resultar em qualquer coisa de importante e que será muito útil ao longo da sua vida.  Nenhum aluno irá investir no estudo se não acreditar que dali resultará qualquer coisa de positivo.

Artigo anterior

Qual a idade certa para as tarefas domésticas?

Próximo artigo

Cegos sentiram eclipse solar pela primeira vez