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Jorge Coelho Lopes: «O mercado das terapias alternativas cresceu exponencialmente nos últimos anos»

A Feira Alternativa está de volta a Lisboa de 7 a 09 de setembro. Com o interesse cada vez maior por um estilo de vida saudável, muito mudou desde a sua primeira edição, há 14 anos. Falámos com o organizador daquela que é a maior e mais antiga feira dedicada ao bem-estar integral do país.

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A Feira Alternativa vai já para a sua 14ª edição. Como tem evoluído a feira desde a sua criação até agora?

O projeto da Feira Alternativa evoluiu muito nestes 14 anos. Isto porque as áreas do bem-estar, desenvolvimento pessoal e espiritualidade evoluíram muito, ou seja, a evolução da Feira Alternativa é e será sempre um reflexo do crescimento e da dinâmica do mercado. Ao testemunharmos o número de livros editados anualmente em Portugal na área do bem-estar, o número projetos de terapias que se iniciam anualmente, de palestras, cursos, formações,retiros, filmes, etc., é inequívoco confirmar o crescimento deste mercado.

 

Em 2004, a Feira Alternativa foi um pequeno projeto pioneiro. Hoje, em 2018, é com agrado que vemos a organização de vários projetos similares por todo o país. Com todo o respeito e consideração, são pequenas réplicas do conceito da Feira Alternativa.

 

Em Lisboa, a Feira Alternativa realizou-se vários anos nas instalações da Cordoaria Nacional, depois no Jardim Tropical em Belém e desde 2012 que estamos no Inatel, Parque de Jogos 1º de Maio. E que está a ficar cada vez mais pequeno para o evento. Decidimos que o Porto também merece a Feira Alternativa e no ano passado retomamos a cadência anual. Em outubro, a Feira Alternativa será realizada no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

 

Como tem sido o feedback das pessoas e dos expositores sobre a feira?

A Feira Alternativa, como feira temática que é, será sempre o reflexo do seu mercado, do seu setor. E inequivocamente o mercado das terapias complementares, do bem-estar, a área do desenvolvimento pessoal e da espiritualidade cresceu exponencialmente nos últimos anos.

 

Anualmente crescemos sempre, quer em número de expositores, quer em visitantes. Contudo queremos sempre inovar, diferenciar, crescer, fazer melhor. Damos muita atenção aos eventos similares na Europa, mais precisamente na Europa do Sul, os quais servem de inspiração. Por outro lado, temos sido abordados e desafiados para desenvolver o conceito da Feira Alternativa na América do Sul, no Brasil.

 

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Têm expositores e visitantes de outros países?

Sim, desde sempre. Estamos a falar de terapias, de saúde, uma área com muitos profissionais e especialistas estrangeiros. Há expositores e palestrantes europeus, sul-americanos, orientais. Como referi anteriormente, o facto de elementos da organização se deslocarem às principais feiras europeias do setor permite-nos apresentar o nosso conceito a muitos expositores estrangeiros que aderem aos nossos eventos. Sem conseguir precisar, talvez uns 15% dos cerca de 200 expositores sejam estrangeiros.

 

No que respeita aos visitantes, temos a visita dos estrangeiros residentes em Portugal, de turistas que durante a sua estadia visitam a Feira Alternativa, quer em Lisboa, quer no Porto e os estrangeiros seguidores dos palestrantes internacionais convidados pela Feira Alternativa. Depois de 2014, 2016 talvez tenha sido o ano com mais visitantes estrangeiros na Feira Alternativa, os seguidores do Sri Mooji, incluindo norte-americanos. No entanto, em 2017, houve igualmente visitantes estrangeiros para verem o Braco. A Feira Alternativa será sempre um momento de enorme diversidade cultural e social.

 

Agora há nova edição em Lisboa e em outubro no Porto. O que podemos esperar destas edições?

No final de cada uma das edições fazemos um balanço e analisamos o que correu bem e quais os pontos que faz sentido e queremos evoluir e melhorar. Damos muita atenção aos desconfortos e a quem nos aconselha positivamente. A crescente experiência, as sólidas parcerias com empresas e pessoas que nos acompanham há muitos anos, reflete-se na qualidade do serviço da Feira, no seu todo.

 

Para Lisboa tentamos inovar nas atividades práticas, yoga, taichi, qiqong, danças meditativas, bioenergéticas, e a presença dos convidados Internacionais, são os momentos altos. No Porto, com a nossa longa experiência, replicamos tudo o que tem tido boa aceitação e que é do agrado dos expositores e visitantes. Embora a Feira Alternativa em Lisboa é “outdoor”, ao ar livre, a edição da Feira Alternativa no Porto é “indoor”, pois realiza-se no interior do Pavilhão do Centro de Congressos da Alfândega. Para o Porto estamos a ultimar alguns detalhes do programa e será prematuro referi-los.

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