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Jorge Coelho Lopes: «Assiste-se hoje a uma grande sensibilidade pelo conceito de bem-estar»

A Feira Alternativa está de volta a Lisboa de 6 a 8 de setembro. Com o interesse cada vez maior por um estilo de vida saudável, muito mudou desde a sua primeira edição, há 15 anos. Depois de Lisboa, o evento segue, pela primeira vez, para Braga. Falámos com o organizador daquela que é a maior e mais antiga feira do país dedicada ao bem-estar integral.

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São já 15 edições da feira em Lisboa. Que balanço faz até agora?

Os 15 anos da Feira Alternativa em Lisboa retratam a evolução e crescimento constantes das áreas do desenvolvimento pessoal e da espiritualidade em Portugal. O aumento da sensibilidade da humanidade e, consequentemente, da sociedade portuguesa para estes temas, é uma realidade. São 15 anos de evolução, de crescimento, de maturidade e é com enorme satisfação que anualmente proporcionamos aos participantes da Feira Alternativa o contato com a área das terapias complementares, a oportunidade de assistirem às inúmeras palestras e às atividades que compõe o nosso programa anual.

 

O que destaca nesta edição?

Atrevo-me a vaticinar que deve ser a maior e melhor edição de sempre. Temos não só a maior procura de sempre por parte dos expositores como um programa recheado de interessantes e bons palestrantes, com temas que vão desde a neurociência, o coaching e a PNL, às mais variadas terapias complementares, como a hipnose, o reiki, o bio feedback, ao feng shui e às atividades como yoga, tai chi e chi kung. Realço também três momentos especiais que serão a construção da maior mandala humana, o “Heart Chakra Meditation” (uma dança meditativa de Osho feita em grupo com centenas de pessoas) e a determinação da IRIL para alcançar o Recorde Mundial do Guiness com o maior número de reflexologistas a praticarem reflexologia simultaneamente.

 

A norte deixaram o Porto e vão estrear-se em Braga. Porquê esta mudança?

É realmente uma aposta em conseguir crescer no Norte. Braga foi classificada como o 2º melhor destino Europeu 2019, é uma cidade com um enorme dinamismo e com muitos adeptos, praticantes e interessados nas áreas do desenvolvimento pessoal e da espiritualidade. A procura e interesse estão a ser grandes e Braga fica muito próxima do Porto, a 40 minutos, o que significa que continua muito acessível aos portuenses interessados.

 

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Os portugueses aderem cada vez mais às terapias alternativas? Alguma que se destaque?

As terapias complementares – preferimos utilizar este termo – ganham significado não só em Portugal, como na maior parte dos países ocidentais. Existe uma amplitude grande, desde as terapias mais vocacionadas para o físico, como os diversos tipos de massagens, a reflexologia, a acupuntura, o yoga, passando pelas áreas mais mentais, como o coaching, a PNL, até às práticas mais espirituais, como a meditação, hipnoterapia regressiva, constelações familiares, etc. Hoje já temos a possibilidade de usufruir de consultas de reiki em alguns hospitais públicos em Portugal e alguns médicos já aplicam ou prescrevem as terapias complementares aos seus pacientes. As terapias complementares, cujo foco é na origem da patologia, devem ser praticadas e aplicadas paralelamente e como complemento à medicina tradicional, e nunca como substituição desta.

De igual forma, o interesse por uma alimentação saudável, passando pela adesão à alimentação vegan e vegetariana, aumentou muito nos últimos anos.

 

Cuidar da mente era algo de nicho. Nota que se está a massificar ou ainda há muito trabalho a fazer?

Inequivocamente assiste-se hoje a uma grande sensibilidade pelo conceito de bem-estar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como sendo “um estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, espiritual e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade.” Neste sentido, corpo, mente e espírito, são a tríade fundamental do bem-estar pessoal. Numa altura em que cientistas e investigadores cada vez mais se dedicam a áreas como a neurociência, a física quântica, a bioquímica, a biofísica, a epigenética, etc., o “viver em consciência” implica o interesse pelo autoconhecimento e a prática da auto-observação.

 

Tornarmo-nos uma pessoa saudável que desfruta de completo bem-estar, exige a prática consciente para direcionarmos a nossa atenção ao corpo, à mente e ao espírito, de forma a mantê-los em equilíbrio. Parafraseando o médico investigador Carlos Orozco, palestrante este ano da Feira Alternativa 2019, “…a saúde física, emocional e espiritual, é que que resulta da coerência entre o que sinto, penso, digo e faço”.

 

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Quais as terapias e soluções que mais notam que têm procura na feira?

Diria que são as de aplicação mais simples, rápida e fácil, como os diversos tipos de massagens, o reiki, a reflexologia, a massagem de sons com taças, a cromoterapia e a cristalterapia, entre outras.

 

Para lá dos expositores, a feira tem muitos workshops e palestras. O que se evidencia este ano?

Sim, a Feira Alternativa – Festival de Bem-Estar é uma simbiose entre as três áreas: a da exposição, a das palestras e workshops, e a das atividades práticas (aulas de yoga, tai chi, chi kung, etc.). Tal como nos anos anteriores, temos palestrantes convidados internacionais e nacionais.

Correndo o risco de ser deselegante ao não mencionar todos, o médico investigador Carlos Orozco, o médico naturólogo Marco Marcondes, a Cátia Simionato, a xamã Anna Xára, assim como credenciados palestrantes nacionais como Luís Resina, António Paiva, Alexandre Gama, Paula Margarido e Luís Martins Simões, entre muitos outros, enriquecem o programa de 2019. O programa já está disponível no nosso site.

 

Na Feira Alternativa, promove-se os cuidados com o corpo e mente, numa abordagem holística. É a única forma de sermos felizes?

Identifico alguns denominadores comuns no ser humano. Todos queremos ser amados, amar e ser felizes. Contudo, a definição de felicidade é relativa, dependendo sempre do nível de consciência e da maturidade emocional de cada um de nós. Pessoalmente defino felicidade como um estado de paz interna, compreensão e amor.

E todos temos desafios em quatro áreas da vida, na saúde, no trabalho, na família e no amor, que nos projetam assiduamente para zonas de desconforto. E é aí que deve nascer a investigação interna sobre o que atraímos para as nossas vidas e o que queremos fazer para evitar repetir padrões repetitivos de comportamentos. Crente na ausência de métodos universalmente eficazes, cada ser humano desperta em determinado momento e encontra o seu caminho, identificando-se com as terapias e práticas que lhe fizerem sentido.

Todavia, considero assertivo e atual o considerar que uma abordagem holística será a mais indicada, pois procura interpretar e compreender os desafios na totalidade e globalidade.

 

Que importância tem para o mundo esta consciência crescente de cada um?

O mundo é formado por todos nós. Se cada um de nós estiver melhor, logo o mundo estará melhor.

 

Que papel tem a Feira Alternativa na abertura de consciências para um mundo melhor?

A empresa proprietária da marca Feira Alternativa chama-se Mundo Melhor Portugal, Lda. e quando foi constituída, em 2011, assumiu a missão de contribuir para um mundo melhor.

Neste sentido, o evento Feira Alternativa é um momento anual para os portugueses conhecerem, privarem e experimentarem todas estas dinâmicas das ciências das áreas do desenvolvimento pessoal e da espiritualidade e, se fizer sentido, iniciarem o seu percurso e caminho. O slogan que utilizamos na nossa comunicação é “MAIS DO QUE A EXPERIÊNCIA É A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA”.

 

Quanto a Braga, quais as expectativas?

Cremos que, assim como os expositores e palestrantes estão a aceitar o desafio de iniciar e experimentar realizar em Braga a Feira Alternativa 2019, os visitantes das regiões do Minho e do Porto vão igualmente aderir ao bom e estimulante programa do fim-de-semana de 4 a 6 de outubro de 2019. Vai ser um sucesso e a repetir.

 

 

 

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