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Já pensou no que a marca “Você ®” transmite?

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O ponto de partida: A conexão mente-corpo

A beleza vai mais além da superfície da pele. Ao transformarmos a imagem de uma pessoa transformamos também o seu interior.

 

No livro “New Faces – New Futures”, o cirurgião plástico Maxwell Maltz dá-nos uma referência bastante útil para entender como funciona o processo da criação da nossa autoimagem. Ponto de partida para a criação da nossa marca pessoal.

 

O Dr. Maltz registou as mudanças psicológicas ocorridas nos seus pacientes após a cirurgia plástica, e os resultados foram os seguintes:

– Alguns pacientes não manifestaram mudança nenhuma.

– Na maioria dos casos, um indivíduo que possuía um rosto com uma característica impressionante que tinha sido corrigida, experimentou quase imediatamente (pelo geral 21 dias após a operação) um aumento considerável da autoestima e a autoconfiança.

– Nalguns casos, no entanto, o paciente continuou sentindo-se inadaptado e experimentando sentimentos de inferioridade. Em resumo, estas pessoas continuaram sentindo-se e atuando como se ainda tivessem um rosto “feio”.

 

O rosto da personalidade

Era como se a personalidade tivesse “rosto”. Tudo fazia pensar ao médico que essa intangível “face da personalidade” constituía a verdadeira chave das mudanças da personalidade. Se esse rosto continuasse deformado, “feio” ou inferior, a pessoa continuava a desempenhar o mesmo papel na sua conduta, apesar das mudanças operadas na sua aparência física. Quando esse “rosto da personalidade” se podia reconstruir, a pessoa sozinha mudava sem o auxílio da cirurgia plástica. Uma vez que o médico começou a explorar mais este terreno, encontrou mais e mais fenómenos que confirmavam, o facto de que a autoimagem – o conceito mental e espiritual que o indivíduo faz de si mesmo – constituía a verdadeira chave da personalidade e da conduta.

 

Princípios básicos

– A autoimagem é a chave da personalidade e da conduta humana. Quem mudar a sua autoimagem, transformará também a sua personalidade e conduta.

– A autoimagem determina e fixa as fronteiras da capacidade individual. Define ao indivíduo, o que este pode e não pode fazer.

– Amplie a sua autoimagem e ampliará a zona do possível.

– A formação de uma autoimagem realista e adequada fará com que o indivíduo desenvolva novas capacidades e novos talentos.

 

A psicologia da autoimagem explica muitos fenómenos, que apesar de serem conhecidos há muito tempo, não se compreendiam com a devida propriedade no passado. Por exemplo, hoje em dia existe evidência clínica irrefutável no campo da psicologia de que existe “personalidades do tipo extremamente feliz” e “personalidades do tipo extremamente desgraçado”, “personalidades do tipo triunfador” e “personalidades do tipo fracassado”, “personalidades que tendem à saúde” e “personalidades que tendem à doença”.

 

A formação de uma autoimagem adequada é um processo que deve continuar durante toda a vida.

 

 

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