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Já pensou em calçar ‘verde’? Um projeto português une calçado e sustentabilidade ambiental

Os consumidores estão cada vez mais conscientes e interessados em conhecer a origem do que consomem. É para essa nova geração de clientes que surgiu a nae, uma empresa portuguesa que produz calçado tendo por base a não exploração animal e a sustentabilidade ambiental. Falámos com Marta Palma, responsável de Marketing e Comunicação da nae, sobre este projeto.

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Apresente-no a nae e o que tem para oferecer?

A nae surge pelas mãos do casal Paula e Alejandro Perez, em janeiro de 2008, numa altura em que não existia ainda uma alternativa à industria da pele. É uma marca de calçado vegan que procurou desde sempre dar resposta a um mercado cada vez mais significativo e preocupado com a sustentabilidade ambiental e o consumo ético. O nome da marca nasce de um acrónimo (no animal exploitation – nae) e, como tal, a nossa filosofia é uma filosofia vegan com base na não exploração animal e na preocupação com a sustentabilidade ambiental.

 

Utilizamos materiais naturais e ecológicos e procuramos inovar na forma como apresentamos as nossas coleções. A juntar à cortiça e às microfibras ecológicas temos ainda o PET – tecido de garrafas de plástico recicladas, pneu reciclado e o tecido proveniente da folha de ananás. Fazemos ainda questão que todo o nosso calçado seja feito em Portugal, em fábricas certificadas que respeitam os seus trabalhadores. Juntamos isto ao design moderno e atrativo dos sapatos e conseguimos oferecer coleções bonitas, com qualidade e animal friendly.

 

E os consumidores preocupam-se com o processo de fabrico dos produtos que consomem?

Os consumidores estão cada vez mais conscientes e procuram saber o que está por trás do que comem, vestem e calçam. Cada vez mais. São esses consumidores que já ouviram falar na nae, que se identificam com a nossa filosofia e que compram. Porque sabem que podem confiar na nossa produção. Felizmente, para além deste público, também conseguimos atingir outros que nos procuram apenas pelo design do nosso calçado e que desconhecem a nossa filosofia. Também é um público que nos interessa e que preservamos muito, pois ajuda-nos a desmistificar alguns preconceitos culturais como o popular “o que não é pele não tem qualidade”. Queremos continuar a trabalhar e a provar que é possível encontrar bom calçado fabricado com materiais ecológicos e animal friendly.

 

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Qual tem sido a recetividade das pessoas aos vossos produtos?
Temos felicitações de clientes, não clientes e simpatizantes em relação ao trabalho feito. Dão-nos os parabéns por a nossa marca ter uma missão. Sentimos também que as pessoas se sentem um pouco orgulhosas de que seja uma empresa portuguesa a fazer algo que eles também defendem. Mas o facto é que de todo o mundo nos chegam os parabéns pela missão. Estamos muito contentes.

 

Notam que os portugueses estão a comprar mais produtos sustentáveis ou não? 

Sentimos que os portugueses estão cada vez mais preocupados com a origem do que calçam e de que forma esse sapato contribuiu ou não para o impacto ambiental. A única resistência que encontramos é face ao preço, que consideramos justo tendo em conta todo o processo de fabrico e ideais da marca.  No entanto, acreditamos que é uma questão de tempo até que se perceba que vale mais um produto de qualidade do que vários produtos fracos no que diz respeito aos materiais e à produção.

 

E os vossos clientes são mais portugueses ou estrangeiros?

Apesar de sermos uma marca portuguesa, vendemos mais para o estrangeiro. Talvez porque existam mercados como a Alemanha que são mais recetivos a este tipo de filosofia ou porque, até dezembro do ano passado, éramos uma marca que vendia exclusivamente online. Poderá ter dificultado o processo.  Mas queremos muito crescer em Portugal e por isso abrimos a nossa primeira loja no Lx Factory. Para que agora seja possível estar não só em contacto com os nossos clientes em Portugal mas também para nos darmos a conhecer.

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