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Já ouviu falar na dieta LCFH? É baixa em hidratos de carbono e alta em gorduras saudáveis

As dietas baseadas no consumo baixo em hidratos de carbono são para muitos uma escolha com o objetivo de perder peso. Mas é preciso fazer uma gestão correta dos componentes da dieta. Uma nutricionista explica os fundamentos da dieta LCFH, também conhecida como ‘a dieta das dietas’.

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Chama-se LCFH, acrónimo para ‘low-carbs, fats hight’, e concentra-se na redução da ingestão dos hidratos de carbono, aumento do consumo de gorduras [saudáveis] e moderação no consumo de proteínas. Este plano alimentar baseia-se no consumo de alimentos não processados, como o peixe, os ovos, os legumes com poucos hidratos de carbono e nozes. Ao contrário, bane da sua lista todo e qualquer alimento previamente processado. Também é proibido o açúcar, alimentos com amido, como o pão, massa, batatas e arroz.

 

Contudo, há que relembrar que a dieta pode e deve ser personalizada. A quantidade diária de hidratos de carbono pode variar entre os 20 e as 100 gramas, tendo em conta as necessidades de cada indivíduo. A redução dos hidratos de carbono pode ter um impacto bastante positivo em pessoas com algumas doenças, como a diabetes tipo 2, doenças cardíacas, acne e doenças degenerativas, como o Alzheimer.

 

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De acordo com o site de nutrição, Authority Nutrition, além dos benefícios que esta dieta traz para a saúde, a sua popularidade deve-se, sobretudo, ao facto de esta permitir a perda de peso de forma bastante célere.  «Vários estudos mostraram que este tipo de dietas [com baixo consumo de hidratos de carbono] são bastante efetivas na perda de peso, visto suprimir o apetite, melhorar a sensibilidade à insulina, aumentar a ingestão de proteínas e aumentar a perda de gordura, com especial incidência na zona da barriga», explica Jilian Kubala, nutricionista e autora do artigo. Aliás, «ter muita gordura na barriga, particularmente à volta dos órgãos, pode aumentar o risco de ter, no futuro, doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de cancro», acrescenta.

 

A nutricionista esclarece que esta é uma dieta recomendada para fazer durante um longo período, porque para além de garantir uma perda rápida de peso e gordura ajuda também na sua manutenção. «As pessoas que seguem uma dieta baseada na ingestão de 50 gramas de hidratos de carbono por dia conseguiram alcançar melhores resultados, a longo termo, na perda de peso, do que aqueles cujo plano alimentar é assente numa dieta de baixa ingestão de gordura», desvenda, citando um estudo realizado.

 

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Os benefícios da LCHF

Além dos já explicados anteriormente, foi comprovado por alguns estudos e artigos científicos que a ‘dieta das dietas’, como é vulgarmente conhecida, proporciona muitas vantagens para a saúde daqueles que a seguem.

 

Segundo um estudo, as pessoas obesas e com a diabetes tipo 2 veem com esta dieta uma enorme melhoria no controlo de açúcar no sangue e, consequentemente, uma redução na necessidade de serem medicadas, ao contrário do que acontece nas dietas ricas em hidratos de carbono. Em algumas situações, verificou-se mesmo que estas pessoas, ao fim de algum tempo, deixaram de ter que receber tratamento para controlar a doença, revela a autora do artigo.

A presença de um plano alimentar baseado nos pilares desta dieta ajuda também a retardar os efeitos negativos de algumas doenças neurológicas, como o Alzheimer. «Verificou-se uma relação entre o baixo consumo de hidratos de carbono e a melhoria da função cognitiva em pacientes com Alzheimer», declara a nutricionista Jilian Kubala. Através da redução de gordura, existe um menor risco de ter inflamações, melhorando a circulação do sangue na corrente sanguínea, baixando o colesterol LDL (‘low-density cholesterol’, o colesterol mau), e prevenindo doenças cardíacas.

 

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Efeitos colaterais

Mas como em tudo na vida, este tipo de dieta pode ter efeitos secundários, como a náusea, obstipação, diarreia, fraqueza, dores de cabeça, fatiga, cãibras musculares, tonturas e insónia. Apesar de parecer uma lista muito grande, a verdade é que, segundo o Authority Nutrition, a obstipação é o efeito secundário mais comum, especialmente no inicio da dieta, devido à falta de fibra. Para o evitar, basta incluir vegetais na rotina alimentar.

 

Alimentos a incluir

Na lista de alimentos pode e deve incluir os ovos, ricos em gorduras saudáveis; os óleos, como o azeite, leite de coco, óleo de abacate; o peixe, especialmente o salmão e as sardinhas; a carne, galinha, peru, entre outras; o iogurte, manteiga e queijo, as gorduras que costuma comer no dia-a-dia; os vegetais – brócolos, pimentos e cogumelos são uma boa opção; abacates; frutos vermelhos; nozes e sementes e condimentos. Mas também há alimentos proibidos. Para saber mais concretamente quais são, consulte a galeria no início do artigo.

 

 

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