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ISIS estimula violação e escravatura

O Estado Islâmico diz que, na sua interpretação do Alcorão, a violação e escravatura de mulheres que não seguem a mesma fé são aceitáveis, encorajando as práticas

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Um artigo publicado ontem pelo jornal “The New York Times” dá conta de que o Estado Islâmico, também conhecido por ISIS, tem usado uma interpretação própria da leitura do Alcorão, o livro sagrado do Islão, para justificar a existência de um mercado de escravas sexuais. As meninas são na sua maioria provenientes da minoria religiosa Yazidi, a viver nas áreas do Iraque e da Síria que foram conquistadas pelo grupo jihadista.

O artigo, que conta com o depoimento de 21 jovens que escaparam aos abusos da ISIS e que atualmente vivem em campos de refugiados, explica ainda que o grupo terrorista usa a escravatura sexual sistematizada para manter o controlo do território conquistado através de um sistema de terror e que usa estas ideias como iscos para recrutamento de radicais para a sua rede, uma vez que nas sociedades islâmicas mais conservadoras o sexual causal é tabu e namorar é proibido.

Segundo os relatos, o Estado Islâmico usa a teologia para defender estes atos de violência contra as mulheres, explicando que o Alcorão “encoraja” o rapto de mulheres que não acreditam no Islão. Ainda, uma complexa infraestrutura foi criada para comercializar as prisioneiras como escravas sexuais e o grupo escreveu uma espécie de livro orientador sobre como gerir a escravatura sexual.

As jovens entrevistadas pelo “The New York Times” revelaram que os radicais do Estado Islâmico rezavam antes e depois da violação, vendo o seu ato como uma demonstração de fé.

Um total de 5270 jovens Yazidis foram raptadas no ano passado e pelo menos 3144 estão ainda retidas pelo Estado Islâmico.

Por Joana de Sousa Costa

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