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Isabel Figueira: “Ser mãe é o papel da vida que mais gosto de fazer”

Mulher dos sete ofícios, Isabel Figueira fala nesta entrevista dos papeis de mãe, mulher, modelo, apresentadora e atriz. E diz-se muito feliz com todos eles.

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Está prestes a completar 20 anos de carreira. Quando começou a trabalhar como modelo, aos 17 anos, quais eram os seus sonhos?

O meu sonho era ter uma carreira de modelo da qual me orgulhasse, ser apresentadora e ser mãe. Todos eles se realizaram e sinto-me abençoada por me terem dado oportunidade e continuarem a dar. Aos 24 anos comecei a sonhar em ser atriz e é algo que amo cada vez mais.

Sente que o mundo da moda está mais feroz ou, pelo contrário, é mais complacente com quem está a começar?

Sinto que há muito mais competição porque existe cada vez mais esse sonho para muitos. Acredito que só alguns é que se destacam não só pela beleza, mas por um conjunto de características.

Que análise faz da evolução da moda nacional neste tempo?

Estamos cada vez melhores e muito bem representados internacionalmente. Portugal é forte e é um orgulho para nós, não só nesta área. Este é, sem dúvida, um dos pontos fortes que temos. Estilistas com muita qualidade a fazerem coleções cada vez mais bonitas e originais, tal como o sangue novo a aparecer com muito talento.

Aos 34 anos e depois de ser mãe duas vezes, a Isabel continua a ser capa de revistas e a fazer vários trabalhos de moda. É um orgulho para si como mulher?

Sim, é um orgulho. Ser mãe é o papel da vida que mais gosto de fazer, amo ser mãe e amo incondicionalmente os meus filhos. Sem dúvida alguma foram as melhores decisões da minha vida.

A televisão surgiu como uma extensão natural da sua carreira ou foi um objetivo estudado?

Foi sempre estudado e lutei por isso. Tirei um curso na RTP e vou-me atualizando regularmente em workshops para não perder o ritmo nos tempos em que estou parada.

Atualmente está a gravar o projeto da RTP ‘Os nossos dias’. O que é que lhe dá mais prazer em todo o processo de fazer uma telenovela?

Sem dúvida, o processo antes de começar a gravar. É maravilhoso a descoberta da personagem, encontrar o tom certo para ela e construí-la.

É muito auto-crítica?

Sou. Normalmente acho sempre que podia fazer melhor mas acho que isso é comum a todos os atores. Pelo menos, quando visionamos um primeiro episódio, dizemos todos o mesmo.

E ainda é o nova apresentadora dos ‘Exclusivo’ do ‘The Voice Kids’. Era um regresso muito aguardado à apresentação?

Muito mesmo! Adoro apresentar e estar à frente de um programa de crianças, é um privilégio poder privar com eles, que são tão pequeninos e já com tanto talento. Tem sido uma experiência maravilhosa!

Este é um programa que coloca em jogo as emoções das crianças. Consegue lidar de forma positiva com as que sofrem desilusões?

Mais ou menos. Quem me conhece sabe que sou mãe-galinha e preocupo-me sempre com as coisas menos boas que possam acontecer aos meus filhos. Custa-me muitas vezes ver que eles são tão pequeninos e tem o sonho de serem cantores e que, ao acabar o programa, é uma desilusão. Mas estamos lá para isso, para incentivar a continuar porque só a passagem por este programa é uma grande aprendizagem que podem usar no futuro é um privilégio terem passado por lá.

Em termos profissionais, há alguma outra área que gostava de explorar?

Não, sou mesmo muito feliz com aquilo que faço.

Recentemente completou 34 anos. O avançar do tempo assusta-a?

Nada! Sinto que a cada ano que passa gosto mais da mulher em que me tornei. Agora percebo frases como ‘a partir dos 30 e que é’ e que ‘os 40 vão ser os melhores anos’. Lido muito bem com isso, não me assusta nada. E rugas são sinal de história.

O que faz para se manter saudável a nível físico?

Uma alimentação saudável, exercício físico e brincar com os meus filhos.

Os cuidados com a alimentação ou os hábitos desportivos mudaram depois dos 30?

Não! São os mesmos porque desde cedo tive que ter muita disciplina. Mas sempre fui do tipo de mulher redondinha. Adoro comer e este é um dos prazeres da vida que não ponho de parte. Quando me apetece um prato mais pesado como e depois compenso no ginásio.

A que prato não resiste? 

Bitoque ou hamburger.

Quais são os seus truques de beleza?

Os caseiros: mel com açúcar para exfoliar a cara, óleo de bebé com sal para exfoliar o corpo e máscara de iogurte natural frio com abacate. Uso creme de dia e de noite, que ponho sempre depois do tónico de limpeza e uso também um creme hidratante ou óleo anti celulite para o corpo.

Trabalhando no mundo da moda, está a par das tendências. É uma compradora sazonal ou prefere os clássicos e básicos?

Sem dúvida alguma prefiro os clássicos e básicos, mas adoro sempre ter um apontamento que esteja na moda.

Qual é o seu look pessoal preferido?

Para o inverno, uns skinny jeans com botas rasas com uma camisa e um blusão de cabedal ou com um casacão com pelo. 

O seu filho Rodrigo já joga nos escalões mais jovens do Sporting e é sabido que a Isabel é uma leonina ferrenha. É um orgulho para si?

Claro que é porque é também aquilo que ele quer ser. E como sportinguista amo que o meu filho tenha começado por lá.

Enquanto mãe, quais são as suas maiores preocupações?

Preocupa-me tanto o futuro deles como as questões que vou tendo no dia-a-dia! Não vivemos numa altura fácil e isso é a preocupação de qualquer mãe.

Os seus filhos lidam bem com a exposição pública da mãe? Como é que os prepara para as consequências da fama de forma a que haja um equilíbrio entre eles aceitarem bem a realidade e perceberem que isso não é o “normal”?

Penso que lidam bem. O Francisco, que é o mais pequenino, ainda não percebe. O Rodrigo acha piada e percebe porque vê o trabalho da mãe e gosta muito. Às vezes diz que gostava de aparecer comigo, algo que sou contra e é aí que tenho uma conversa com ele e explico lhe o porquê da mãe não querer que ele apareça para o proteger disso. Digo-lhe que só apareço por causa do meu trabalho e que isso não é importante para ele. Faço atividades normais com ele, como ir cinema e ao teatro em dias normais e não às estreias.

Sente que o público feminino sente empatia com a sua condição de mãe solteira e mulher trabalhadora?

Sinto que cada vez mais existem mulheres sozinhas com filhos e o carinho é muito grande de todas elas. Sinto mesmo isso! E tenho recebido muito carinho por onde passo. Sabe muito bem esse reconhecimento.

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Por Joana de Sousa Costa

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