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IPCC identifica 60 alterações de estilo de vida para travar aquecimento global

A terceira parte do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas identifica as medidas necessárias para mitigar os impactos do aquecimento global. No caso dos consumidores, alterações no tipo de mobilidade são as que terão maior impacto. Na alimentação, a dieta mediterrânica é uma das alternativas sugeridas.

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Pela primeira vez, o IPCC – Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, organismo das Nações Unidas, identifica 60 alterações necessárias no estilo de vida para travar os efeitos das alterações climáticas, entre as várias alterações necessárias a nível mais industrial e governativo no campo da energia, mobilidade, reflorestação, etc.

 

No caso das mudanças socioculturais e de estilo de vida, o IPCC diz que este movimento dos consumidores pode baixar de 40% a 70% as emissões de gases de efeito de estufa até 2050.

 

Nesta linha, tratando este terceiro relatório das medidas de mitigação das alterações climáticas, o IPCC identifica 60 ações que cada um pode mudar no seu comportamento individual, para fazer face ao aquecimento global, que se pretende que não ultrapasse os 1,5ºc globalmente.

 

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De entre as várias opções de mudança de estilo de vida sugeridas, as opções de mobilidade têm o maior potencial para reduzir as pegadas de carbono. Deve-se dar prioridade à mobilidade sem carros, portanto apé ou de bicicleta e optar pela mobilidade elétrica e transportes públicos. Adotadas pela população, estas ações poderiam evitar o envio para atmosfera de toneladas de gases de efeito de estufa responsáveis pelo aquecimento do planeta.

 

Outras opções com alto potencial de mitigação incluem a redução de viagens aéreas, controlar a energia utilizada e mudar para renováveis, evitar o desperdício e apostar em produtos reciclados, etc.

 

No campo da alimentação, para além da redução do desperdício que é substancial, o IPCC sugere passar para uma dieta mais baseada em plantas, vegetariana ou vegana, recorrer a produtos locais, biológicos e sazonais. Como boa prática, o IPCC sugere a dieta mediterrânica ou similar, na medida em que esta se baseia em produtos locais, pouca proteína animal e muitos vegetais e leguminosas.

Reduzir emissões para metade

O IPCC diz que a evidência é clara: a hora de agir é agora. Podemos reduzir pela metade as emissões até 2030, se mudanças forem implementadas por toda a sociedade: empresas, governos, consumidores.

 

“Nós estamos num cruzamento. As decisões que tomamos agora podem garantir um futuro habitável. Nós temos o ferramentas e know-how necessários para limitar o aquecimento”, disse Hoesung Lee, presidente do IPCC. “Sou encorajado por ações que estão a ser tomadas em muitos países. Existem políticas, regulamentos e instrumentos de mercado que estão a mostrar-se eficazes. Se estes forem ampliados e aplicados de forma mais ampla e equitativamente, eles podem apoiar reduções profundas de emissões e estimular a inovação”, acrescentou o responsável.

 

Limitar o aquecimento global exigirá grandes transições no setor de energia. Isso envolverá uma redução substancial no uso de combustíveis fósseis, eletrificação generalizada, eficiência energética aprimorada e uso de combustíveis alternativos (como o hidroénio).

 

“Ter as políticas, infraestrutura e tecnologia corretas para permitir mudanças em nossos estilos de vida e comportamento podem resultar em uma redução de 40-70% nas emissões de gases de efeito estufa até 2050. Isso oferece potencial inexplorado significativo”, disse Priyadarshi Shukla, copresidente do Grupo de Trabalho III do IPCC. “As evidências também mostram que essas mudanças no estilo de vida podem melhorar a nossa saúde e bem-estar”.

 

 

 

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