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Investigadores conseguem transplantar bactérias ‘boas’ e corrigir problema de pele quase de imediato

A pele humana saudável estár repleta de bactérias. Na verdade, existem mais micro-organismos que vivem dentro e sobre o corpo humano do que há células humanas. A maioria pode viver na pele humana sem prejudicar o hospedeiro, mas em algumas pessoas as bactérias podem alterar negativamente a sua saúde, talvez até mesmo tornar-se fatal.

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Uma equipa de investigadores da Escola de Medicina San Diego da Universidade  da California relata conseguir isolar e desenvolver bactérias boas que produzem peptídeos antimicrobianos e transplantá-las com sucesso para tratar pacientes com o tipo mais comum de eczema, conhecido como dermatite atópica.

 

Os investigadores analisaram 10 mil colónias de bactérias encontradas na epiderme para determinar quantas tinham propriedades antimicrobianas e qual a taxa em que estas são encontrados em pele saudável e não-saudável. «Descobrimos peptídeos antimicrobianos produzidos por bactérias habitualmente encontradas na pele humana saudável. Estes novos antimicrobianos têm atividade seletiva contra bactérias patogénicas, mas não prejudicam outras bactérias comensais que têm um efeito benéfico para nós», afirma Teruaki Nakatsuji, cientista envolvida no projeto.

 

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A equipa testou se bactérias normalmente encontradas na pele humana, incluindo Staphylococcus hominis e Staphylococcus epidermis, defendem contra uma bactéria patogénica que agrava as condições da pele como dermatite atópica, a Staphylococcus aureus. Quando a Staphylococcus aureus se torna resistente aos antibióticos pode causar morte resultante de infeção.

 

As pessoas saudáveis ​​têm muitas bactérias que produzem peptídeos antimicrobianos previamente não descobertos, o que não acontece nas pessoas com dermatite atópica, as suas bactérias não estão a fazer a mesma coisa, pois têm o tipo errado de bactérias, segundo o estudo. Depois de isolar as boas bactérias e vê-las crescer, os investigadores foram capazes de transplantá-las de volta para as pessoas que tinham deficiência das mesmas e o impacto foi imediato. A quantidade de Staphylococcus aureus reduziu na pele.

 

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Recorrer a antibióticos naturais produzidos pelo microbioma da pele é melhor do que as opções farmacêuticas atuais, pois a terapia bacteriana não mata as estirpes protetoras das bactérias. Há pouca probabilidade de ocorrer resistência aos antibióticos porque a terapia de bactérias ataca agentes patogénicos (agentes infeciosos) de várias maneiras de uma só vez.

 

Segundo os cientistas, o microbioma está claramente associado à doença, mas a causa e o efeito não foram estabelecidos.

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