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Internet: utilizadores mais velhos enfrentam maior número de perigos

O novo índice de cibersegurança da Kaspersky Lab mostra que os utilizadores com idades a partir dos 55 anos estavam sobre maior risco no 1º semestre de 2017. O índice mostra ainda que os hábitos de utilização da internet estão a mudar, com maior dependência de dispositivos móveis, mas com uma postura indiferente quanto à sua segurança.

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Os utilizadores estão a usar cada vez mais o telemóvel, sendo que os utilizadores mais velhos enfrentam um maior número de perigos, revela o novo índice de cibersegurança da Kaspersky Lab – um conjunto de indicadores desenvolvidos para mostrar as mudanças no comportamento dos utilizadores da internet e os riscos a que estes estão sujeitos.

 

Alteração dos hábitos de utilização da internet, maior dependência de dispositivos móveis e uma postura indiferente quanto à segurança dos seus dispositivos são indicados como as áreas de cibersegurança chave no mais recente Kaspersky Cybersecurity Index , relativo à primeira metade do ano de 2017, que indica ainda que a quantidade de utilizadores protegidos por soluções de segurança que foram atacados diminuiu.

 

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A investigação descobriu que, atualmente, os utilizadores usam cada vez menos os computadores para as suas atividades online, preferindo dispositivos móveis. Usando o email como exemplo, 78% dos utilizadores acedem às suas contas de email a partir de computadores, comparado com 87% nos seis meses anteriores. Cerca de 67% fazem-no a partir dos seus dispositivos móveis, que aumentou face aos 59% registados na segunda metade de 2016.

 

A proporção de utilizadores que recorrem a dispositivos móveis para compras online atingiu os 50% (dos 41% registados nos seis meses anteriores) enquanto o número de utilizadores que fazem compras online a partir dos seus computadores diminuiu de 80% para 75%. Esta tendência é observada na maioria das atividades online monitorizadas pelo índice.

 

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Para além disso, pela primeira vez em vários anos, o número médio de dispositivos por habitação apresentou uma ligeira diminuição – em grande parte devido à redução do número de computadores nas mesmas. Hoje em dia, uma casa comum tem 6.2 dispositivos conectados à internet, em comparação com 6.3 registados no 2º semestre de 2016.

 

Paralelamente, a proporção de utilizadores protegidos também diminuiu. Enquanto em 2016, apenas 39% dos inquiridos não tinha todos os seus dispositivos protegidos, agora 41% dos utilizadores admitiu não utilizar qualquer tipo de proteção. Isto pode estar relacionado com o aumento da utilização de dispositivos móveis que os utilizadores, muito frequentemente, não protegem, em comparação com os seus computadores. «Esta é uma tendência perigosa: os utilizadores estão expostos a mais riscos enquanto usam os seus dispositivos móveis, quanto mais os usem para atividades online», revela a empresa em comunicado.

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