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Internet: fim de relações coloca privacidade em risco

Cerca de 70% dos casais partilha palavras-passe, PINs ou armazena algum tipo de informação íntima no dispositivo do seu parceiro. Mas um novo estudo mostra como, por vezes, quando relação colapsa, esta partilha pode passar de algo perfeitamente natural para um potencial pesadelo.

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Com as contas online e os dispositivos conectados a ocupar um papel cada vez maior no dia-a-dia dos utilizadores, torna-se mais difícil para as pessoas que estão numa relação definirem os limites das suas vidas privadas. Mas, e se a relação acabar? De acordo com uma investigação global elaborada pela Kaspersky Lab e a Toluna, 21% das pessoas já espiaram os seus ex-namorados através de uma conta online a que tinham também acesso.

 

Mas, sendo a vingança também uma motivação-chave para amantes menosprezados, esta é só a ponta do iceberg quando se trata de riscos de privacidade que acompanham os casais modernos depois de uma separação.

 

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A privacidade está a tornar-se num conceito cada vez mais fluído num mundo de barreiras digitais, e as relações não são exceção. Por exemplo, 70% dos casais partilha palavras-passe, PINs ou impressões digitais para acederem aos seus dispositivos pessoais, e 26% armazena algum tipo de informação íntima no dispositivo do seu parceiro, como mensagens íntimas do/para o parceiro (14%), fotos íntimas de um deles (12%) e vídeos íntimos de ambos (11%). Além disso, mantêm também informações sensíveis em contas e dispositivos partilhados com os seus parceiros – por exemplo, dados financeiros (11%) ou informações relacionadas com o trabalho (11%).

 

Os problemas surgem não quando a relação é saudável e as informações estão em boas-mãos, mas depois da separação. Se a relação colapsa, a partilha de memórias íntimas nos dispositivos ou nas contas online passa de algo perfeitamente natural numa relação para um potencial pesadelo ao nível da privacidade.

 

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Dos envolvidos numa separação, 12% partilhou ou quis partilhar publicamente as informações privadas dos seus ex-namorados como ato de vingança, 12% danificou ou quis danificar o dispositivo do ex e 21% espiou o seu antigo parceiro através de contas a que ambos tinham acesso. Existe também um potencial impacto financeiro, com uma em cada dez pessoas (10%) a admitir ter gasto dinheiro do seu ex-parceiro online.

 

Curiosamente, existem algumas diferenças notórias entre géneros, uma vez que os homens têm mais propensão que as mulheres para partilhar publicamente a informação privada das suas ex-parceiras como forma de vingança (17% vs. 7%) e para benefício próprio (17% vs. 8%).

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