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Interesse sexual diminui após um ano de namoro

Uma pesquisa britânica indica que 15% dos casais mantêm relações sexuais diariamente no primeiro ano de relação, mas essa frequência mantém-se apenas para 5% passado um ano. No mês dos casamentos, esta é uma constatação menos motivadora.

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A chama sexual de um casal reduz-se bastante logo ao fim do primeiro ano de relação, indica uma pesquisa levada a cabo por um serviço de saúde de atendimento online britânico. O Lloydspharmacy Online Doctor, que possui mais de 500 mil utilizadores, apurou que 15% dos casais mantêm relações sexuais diariamente no primeiro ano de relação. Porém, a partir desta altura, o desejo sexual começa a diminuir e apenas 5 % afirma manter o mesmo ritmo de relações sexuais com o companheiro.

 

Em relacionamentos que duram entre um e quatro anos, a frequência é de algumas vezes por semana para 53% dos casais. Depois disso, a frequência é de algumas vezes por mês, segundo 43% dos entrevistados. Após 15 anos de relacionamento, 15% afirmaram que o sexo acontece algumas vezes por ano. Apesar de tudo, 40% dos inquiridos consideram a sua vida sexual como satisfatória, mas 76% admitem que poderiam esforçar-se mais neste campo.

 

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Quando questionados sobre o que poderiam fazer para apimentar mais a relação, 33 por cento referiu o uso de lubrificantes e 24 por cento indicou que ver pornografia ou roupa provocadora também poderiam ajudar. E para 17 por cento, desligar a luz seria o máximo esforço que se viam a fazer.

 

De qualquer forma, a redução do interesse é natural e não deve também ser motivo de dramas. «Não faça sexo só porque sim. Não se limite a seguir uma rotina. Não se entregue apenas aos desejos e interesses do outro», recomenda a psicóloga e coacher sexual, Cristina Mira Santos.

 

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Além disso, muitas vezes não ter disposição não tem a ver com o estar-se cansado, stressado ou cansado do companheiro. Pode ser um sintoma de uma condição e saúde que deve ser revista, como a disfunção eréctil, por exemplo.

 

«Viver uma sexualidade plena e consciente contribui para uma inegável qualidade de vida. De qualquer modo, e antes de mais, temos de estar física e psicologicamente saudáveis. Consultar com regularidade as especialidades de ginecologia e urologia é indispensável para que sejam feitos os despistes de anomalias físicas. Se alguma situação lhe causa desconforto ou transtorna no normal funcionamento da sua vida, deve consultar um especialista. Caso já tenham sido descartadas as origens físicas, pode passar-se para uma abordagem do foro psicológico», comenta a especialista.

 

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No caso concreto dos portugueses, em entrevista recente à MOOD, João Marques, responsável da loja ohlala.sex, refere que 57% dos portugueses diz que a sua vida sexual é muito satisfatória. O que significa que anda quase metade pouco satisfeita com a sua intimidade. «O nosso quotidiano é extremamente stressante: o ritmo de trabalho, a gestão familiar, problemas vários… é complexo pensar por vezes no sexo como um ato puro de amor, de entrega e partilha. Quantas vezes casais não conseguem um momento para sair da rotina e serem apenas um casal, sem pensar em filhos e restantes preocupações, terem intimidade? Quantos homens e mulheres não querem sentir mais desejo que o que entregam aos seus pares?», questiona.

 

De qualquer forma, há que investir na relação e aí a imaginação é o limite. «Hoje em dia, a visão sobre a sexualidade permite abranger muitos mais práticas e o desejo vai ganhando um papel preponderante. Nesta lógica, já não importa apenas chegar à penetração com ejaculação, e o foco dos participantes já pode cair mais sobre o que antigamente se chamava de “preliminares”. Hoje, o prato principal são todas as outras coisas que antes serviam apenas para “aquecer os motores” e que hoje são o verdadeiro combustível de uma interação sexual de qualidade. Descobrir o que dá prazer a cada um, experimentar situações mais ousadas é o desafio que se coloca. Ter coragem de assumir que se quer experimentar uma “coisa” nova pode ser fundamental para dar novo rumo a uma relação», refere Cristina Mira Santos.

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