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Interesse por sexo aumenta no Natal com nascimentos nove meses depois

Estudo realizado pela Universidade de Indiana, EUA, em colaboração com o Instituto Gulbenkian de Ciência, em Portugal, revela que os ciclos da reprodução humana não estão relacionados com a biologia, como se pensava, mas sim com hábitos sociais.

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As taxas de natalidade atingem, muitas vezes, o pico em setembro, sendo que muitos estudos citam mudanças sazonais na biologia humana para explicar este ‘baby boom’ em vários países.  Porém, uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Portugal, e da Universidade de Indiana, nos EUA, diz que estes picos estão realmente enraizados na sociedade e não na biologia.

 

A evidência foi descoberta no ‘inconsciente coletivo’ das pesquisas na Internet e nas postagens no Twitter que os pesquisadores agora usam para revelar os nossos desejos e motivações ocultos. «O surgimento da Internet e das redes sociais fornece o poder sem precedentes para analisar as mudanças no humor e comportamento das pessoas em grande escala. Este estudo é o primeiro a nível planetário a olhar para a reprodução humana em relação ao humor das pessoas e ao interesse por sexo online», explica em comunicado Luis Rocha, professor na Escola de Informática da Universidade de Indiana.

 

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O estudo, publicado em dezembro de 2017, baseia-se em dados de cerca de 130 países onde foram analisados termos de pesquisa relacionado com sexo, de 2004 a 2014, e 10% das publicações públicas no Twitter, desde final de 2010 até ao início de 2014. A análise revelou picos de interesse por sexo durante as principais celebrações culturais ou religiosas – com base num maior uso da palavra “sexo” ou de outros termos sexuais nas buscas realizadas na Internet. Esses picos correspondem amplamente a um aumento dos nascimentos nove meses depois em países com dados de taxa de natalidade disponíveis.

 

Além disso, o efeito foi observado em duas culturas diferentes, com o maior pico ocorrido durante as principais celebrações de feriados: no Natal em países de maioria cristã e no Eid-al-Fitr, a celebração que marca o fim do Ramadão em países de maioria muçulmana. O caso do Eid-al-Fitr é significativo porque o feriado não ocorre no mesmo dia de cada ano, mas o efeito segue este padrão cultural. Veja abaixo o vídeo disponibilizado pela Universidade de Indiana (em inglês).

 

Como as estações são invertidas em lados opostos do globo e as taxas máximas de natalidade e o interesse online por sexo não mudaram com base na geografia, os pesquisadores concluíram que a relação entre esses efeitos não está relacionada com mudanças biológicas causadas por mudanças na luz do dia, temperatura ou disponibilidade de alimento. «Nós não vimos uma inversão na taxa de natalidade ou interesse online por sexo entre os hemisférios norte e sul – e não parecia importar o quão longe as pessoas viviam do equador. Pelo contrário, o estudo descobriu que a cultura – medida através do humor online – é o principal motor de comportamento cíclico sexual e reprodutivo em populações humanas», acrescenta o investigador.

 

Para entender o maior interesse por sexo nestas épocas festivas, os pesquisadores também realizaram uma análise às escolhas das palavras usadas no Twitter, para revelar que, coletivamente, as pessoas parecem sentir-se mais felizes, mais seguras e mais tranquilas durante os feriados. «Observámos que o Natal e o Eid-Al-Fitr são caracterizados por estados de espírito coletivos distintos que se correlacionam com o aumento da fertilidade», disse Rocha.

 

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Os resultados do estudo são notáveis ​​por razões além da curiosidade sobre o aumento de bebés nascidos nove meses. Por exemplo, o investigador disse que as descobertas podem ajudar os decisores públicos a identificar as melhores datas para lançar campanhas de consciencialização pública que encorajem o sexo seguro.

 

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