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Inteligência artificial num eletrocardiograma cria solução eficaz de prevenção da insuficiência cardíaca

Pesquisa da Mayo Clinic, nos EUA, conseguiu conjugar a inteligência artificial num simples eletrocardiograma e desenvolver um detetor precoce de doença cardíaca. Os pesquisadores indicam que a precisão da análise é comparável à de outros testes usados na medicina.

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Um estudo da Mayo Clinic, Estados Unidos da América, descobriu que aplicar inteligência artificial num teste amplamente disponível e barato – o eletrocardiograma – resulta num indicador simples e acessível da disfunção ventricular esquerda assintomática, um precursor da insuficiência cardíaca. A equipa de pesquisa descobriu que a precisão do teste se compara com a de outros métodos comuns de triagem, como a mamografia para o cancro da mama. As descobertas foram publicadas na Nature Medicine.

 

A disfunção ventricular esquerda assintomática é caracterizada pela presença de um bombeamento cardíaco fraco, com risco de insuficiência cardíaca visível. A condição está associada com uma redução da qualidade de vida e longevidade. Mas a disfunção ventricular esquerda assintomática é tratável quando identificada.

 

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No entanto, não existe uma ferramenta de triagem barata, não invasiva e não dolorosa para disfunção ventricular esquerda assintomática disponível para uso diagnóstico. O estudo da Mayo relata que o melhor teste de triagem existente para disfunção ventricular esquerda assintomática é medir os níveis de peptídeo natriurético, mas os resultados foram dececionantes. E o teste exige retiradas de sangue.

 

A disfunção ventricular esquerda é tipicamente diagnosticada com exames de imagem caros e menos acessíveis, como ecocardiogramas, tomografias computadorizadas ou ressonâncias magnéticas.  «A insuficiência cardíaca congestiva aflige milhões de pessoas e consome mais de 30 mil milhões de dólares em despesas de saúde só nos EUA», diz o autor, Paul Friedman, catedrático do Departamento de Medcicina Cardiovascular da Mayo Clinic. «A capacidade de obter um registo universal, de fácil acesso e barato em 10 segundos – o eletrocardiograma – e processá-lo digitalmente com inteligência artificial para extrair novas informações sobre doenças cardíacas ocultas é uma grande promessa para salvar vidas e melhorar a saúde», acrescenta.

 

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Os pesquisadores da Mayo Clinic levantaram a hipótese de que a disfunção ventricular esquerda assintomática poderia ser detetada de forma confiável no eletrocardiograma por uma rede neural treinada adequadamente. Usando dados digitais armazenados na Mayo Clinic, 625.326 eletrocardiogramas e ecocardiogramas transtorácicos foram selecionados para identificar a população a ser estudada para análise. Para testar a hipótese, os pesquisadores criaram, treinaram, validaram e testaram uma rede neural.

 

O estudo concluiu que a inteligência artificial aplicada a um eletrocardiograma padrão deteta de forma confiável a disfunção ventricular esquerda assintomática. A precisão do teste compara-se de forma favorável com a de outros testes comuns de triagem, como o antígeno prostático específico para o cancro de próstata, a mamografia para o cancro de mama e a citologia cervical para o cancro do colo do útero.

 

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Além disso, em pacientes sem disfunção ventricular, aqueles cujo resultado da triagem por inteligência artificial foi positivo tinham quatro vezes mais risco de desenvolver disfunção ventricular futura, se comparados com aqueles com resultado negativo. «Por outras palavras, o teste não só identificou a doença assintomática, mas também previu o risco de uma doença futura, provavelmente pela identificação de alterações subtis muito precoces no eletrocardiograma, que ocorrem antes da fraqueza do músculo cardíaco», finaliza o autor d estudo.

 

É fundamental que tenha práticas saudáveis e equilibradas, no que toca à atividade física e à alimentação, para evitar quaisquer complicações cardiovasculares. Conheça as recomendações difundidas pela Fundação Portuguesa de Cardiologia na galeria no início do artigo.

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