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Insuficiência alimentar associada a depressão e ansiedade durante a pandemia

Uma nova pesquisa realizada nos EUA mostra um aumento de 25% na insuficiência alimentar das famílias, tendo como consequência o agravamento da saúde mental. A receção de mantimentos ou refeições gratuitas aliviou o peso desta correlação.

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Um novo estudo publicado no Jornal Americano de Medicina Preventiva encontrou um aumento de 25% na insuficiência alimentar durante a pandemia de COVID-19, levando ao aumento da ansiedade e depressão. A insuficiência alimentar, a forma mais extrema de insegurança alimentar, ocorre quando as famílias não têm alimentos suficientes para comer.

 

No geral, 65% dos americanos relataram sintomas de ansiedade e 52% relataram sintomas depressivos na semana anterior à conclusão da pesquisa, feita a de 63.674 adultos nos Estados Unidos da América.

 

Aqueles que não comeram o suficiente durante aquela semana relataram piora da saúde mental, com 89% dos americanos com insuficiência alimentar a relatar sintomas de ansiedade em comparação com 63% dos americanos que tinham suficiência alimentar. Da mesma forma, 83% dos americanos com alimentos insuficientes, em comparação com 49% dos americanos com alimentos suficientes, relataram sintomas depressivos.

 

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«Fome, cansaço e preocupação em não conseguir comida suficiente para comer podem piorar os sintomas de depressão e ansiedade», alerta Jason Nagata, professor assistente de pediatria da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo.

 

Os pesquisadores descobriram que receber mantimentos ou refeições gratuitas aliviou parte do peso que a insuficiência alimentar tem para a saúde mental. «Os formuladores de políticas devem expandir os benefícios e a elegibilidade para os programas de assistência e abordar a insegurança alimentar e a saúde mental», diz Kyle Ganson, professor assistente da Universidade de Toronto, coautor do estudo.

 

Entre a amostra nacionalmente representativa de mais de 64 mil adultos, os negros e os latino-americanos tinham mais do dobro do risco de insuficiência alimentar em comparação com os americanos brancos.

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