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Insights ou gestão de expectativas

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Gerir expectativas é, talvez, das coisas mais difíceis que nós, mulheres, conseguimos fazer. Pensando eu que seria uma característica só minha partilhei-a com aquela que é a maior e melhor amiga, e chegámos à conclusão que, efetivamente, é mais comum no nosso sexo que pensaríamos.

 

Ao abrir-se aqui este precedente, começámos a descascar (em várias camadas) a cebola que distancia os dois sexos: o masculino, mais físico e racional, mas efetivamente com um quociente de inteligência emocional (QE) discutível, e o feminino: emocional e com um índice de QE superior. Defendo aqui, no entanto, que já conheci mulheres que contrariam a lógica desta equação, assim como homens (poucos mas bons diria…uppsss!).

 

Abro aqui um parênteses para partilhar um study case elaborado por mim, quando afirmo que os homens são mais “físicos”: na altura em que frequentava a Escola Secundária havia um tipo, com o qual a natureza tinha sido demasiado perversa, má até, que dizia que só namorava com raparigas bonitas. Fazia questão de elucidar toda a turma de como seriam, com dossiers pejados com a Sabrina e a Samantha Fox, contudo até aos dias de hoje continuo a vê-lo sozinho, nunca lhe conheci namorada e…está ainda mais feio. Era só um parênteses.

 

Voltando à primeira parte, a das espectativas, refleti bastante e uma vez mais cheguei à conclusão que, quando estamos à espera de um contacto preferencial, somos capazes de estar minuto a minuto a verificar se não existe problema algum com o telefone, se este não está apenas em modo vibração ou silêncio, e salta-nos o almoço do estômago sempre que aparece uma notificação – que habitualmente é do “supermercado no sítio do costume”.

 

É lixado com f maiúsculo, na verdade, mas pior ainda é quando estas expectativas – também apelidadas de ilusões – vão caindo por terra e, qual cão de Pavlov, se nos faz luz no cérebro e nos lembramos que só nos desiludimos, porque nos iludimos primeiro e desligamos o interruptor de uma divisão que estava apenas a gastar eletricidade.

 

Bem sei que não é preciso ser nenhum Einstein a defender a teoria da relatividade, nem ganhar um Nobel como Marie Curie, para entender que esta realidade é prática evidente, mas afinal se até o MEC nos disse que o amor era f*****, posso alimentar esperanças de que, apesar de tudo, a minha Inteligência Emocional funciona bem – ou pelo menos tenta.

 

Também podemos sempre atribuir as culpas aos trânsitos astrológicos, que nesta semana me alimentam as esperanças com o trígono entre Marte e a minha Lua Natal em Aquário, e me dizem que esta fase é porreira para tomar decisões ao nível RACIONAL (Ah AH afinal ele existe). Quanto à intuição, diz-me que vou andar mais eloquente nas trocas intelectuais. Vamos a isso enquanto é só conversa e insights, porque quando passar à prática não faço ideia do resultado que possa ter.

 

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