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Insetos estão cada vez mais resistentes aos inseticidas

Num momento são dois ou três, e rapidamente são 200 ou 300. O milagre da multiplicação no reino dos percevejos é real e a luta contra eles é cada vez mais árdua.

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Os insetos ‘de cama’ estão a desenvolver resistência a dois inseticidas comuns, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of Economic Entomology.

 

Na publicação, os especialistas alertam que muitas infestações já não podem ser resolvidas só com produtos químicos. O percevejo comum, Cimex lectularius, já demonstrou resistência considerável a vários outros inseticidas, incluindo ao deltametrina. A falta de eficácia destes produtos químicos é apontada como a causa principal do ressurgimento dos percevejos na última década, especialmente nas grandes cidades.

 

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Para tentar perceber se os percevejos também estão a criar resistência a outros inseticidas comuns (bifentrina e clorfenapir), os investigadores da Universidade de Purdue, EUA, reuniram 10 populações diferentes de insetos de cama de vários estados norte-americanos: Indiana, Nova Jersey, Ohio, Tennessee, Virgínia e Washington DC. E, durante sete dias, estes grupos de insetos foram expostos a químicos.

 

Em cinco dessas populações foi encontrada uma menor suscetibilidade à bifentrina, ou seja, mais de 25% dos percevejos sobreviveram. Além disso, três populações também apresentaram suscetibilidade reduzida ao clorfenapir. «Quanto mais tempo usar determinado produto para controlar uma praga específica, mais problemas de resistência terá», justifica a autora principal Ameya Gondhalekar, à ‘Time’

 

A bifentrina, como a deltametrina, é um piritoide que ataca o sistemas nervoso dos insetos e só pode ser utilizada por exterminadores profissionais. Chlorfenapyr, por outro lado, é um produto químico que se dirige às mitocôndrias das células e é usado em sprays inseticidas.

 

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Segundo o estudo, a utilização destes métodos ainda é de grande importância para o controlo das pragas, mas, para evitar a sua perda de eficácia, devem ser utilizados com moderação a par com métodos não-químicos. Pode recorrer a alternativas que utilizem calor, vapor ou gel de sílica, por exemplo.

 

Os percevejos não são considerados perigosos, mas as suas picadas podem causar comichão, reações alérgicas e noites mal dormidas. As infestações podem demorar a erradicar e pode resultar num sofrimento financeiro, ansiedade e isolamento social. Como tal, os investigadores aconselham que aspire regularmente o colchão (mesmo à prova de insetos) e seja cauteloso com as dormidas em hotéis.

 

 

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