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Índice de Desenvolvimento Humano da ONU: Noruega lidera e Portugal mantém posição

O ‘Índice de Desenvolvimento Humano 2019’ destaca uma nova geração de desigualdades, em torno da educação, tecnologia e mudanças climáticas. Portugal mantém-se no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto, num conjunto de 189 países analisados. Por cá, residem 10,3 milhões de habitantes, com esperança média de vida de 81,9 anos.

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Na 40ª posição, Portugal está incluído no grupo dos países muito desenvolvidos, segundo o relatório ‘Índice de Desenvolvimento Humano 2019’, que analisa 189 países em termos de desenvolvimento humano e é divulgado nesta segunda-feira na Colômbia.  A liderança do ranking também não sofreu alterações, com a Noruega em primeiro lugar, seguida da Suíça, Irlanda, Alemanha e Hong Kong. A Nigéria ocupa a posição mais baixa do ranking (189), seguida pela República Centro-Africana (188), Chade (187) e Sudão do Sul (186).

 

Segundo comunicado da ONU, o ‘Índice de Desenvolvimento Humano’ faz parte do ‘Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019’. Segundo a pesquisa, as manifestações que acontecem em todo o mundo mostram que, apesar do progresso sem precedentes contra a pobreza, fome e doenças, muitas sociedades continuam com muitos problemas. A causa comum entre todos são as desigualdades.

 

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A pesquisa destaca uma nova geração de desigualdades, em torno da educação, tecnologia e mudanças climáticas, e alerta que podem criar «uma grande divergência» como não acontece desde a Revolução Industrial, no século XIX.

 

O diretor do escritório que produz o relatório, Pedro Conceição, disse que a pesquisa «vai além da desigualdade na distribuição de rendimento e tenta projetar aquilo que pode determinar a evolução das desigualdades ao longo do século». O especialista diz que o relatório não faz propostas especificas para diferentes países, devido à diversidade de contextos, mas «oferece uma metodologia para tentar perceber quais as melhores áreas de intervenção».

 

O administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, disse que «diferentes motivos estão a levar as pessoas às ruas, como o custo de uma passagem de comboio, o preço da gasolina, a exigência de liberdades políticas e a procura de justiça». Para Achim Steiner, «esta é a nova face da desigualdade».

 

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Portugal e a lusofonia

Portugal mantém- se no conjunto dos 62 países com desenvolvimento humano muito alto. Na página dedicada ao país, pode verificar-se que a esperança de vida está nos 81,9 anos e o tempo de escolaridade média é de 16,3 anos. O país mantém- se nos 10,3 milhões de habitantes.

 

Em termos de emprego, 54,7% da população com mais de 15 anos em idade ativa está empregada. Em termos de segurança, outro indicador de desenvolvimento humano, o relatório indica que em Portugal existem 0,7 homicídios por 100.000 habitantes. No que toca a suicídios, a taxa é muito maior nos homens, com uma taxa de 14,3 por 100.000 habitantes, sendo que no caso das mulheres esta taxa é de 3,8.

 

Em relação aos países lusófonos, Portugal continua a ser o único Estado na categoria de países de desenvolvimento humano muito alto, mantendo a 40ª posição. O Brasil caiu um lugar, de 78 para 79, e continua na lista dos países de alto desenvolvimento humano. Cabo Verde está no conjunto dos Estados de desenvolvimento humano médio, tendo subido da posição 128 para 126, assim como Timor-Leste, que mantém o lugar 131. São Tomé e Príncipe passou de 138 para 137. Angola, que está na mesma categoria, foi o único país que fala português a cair duas posições, do lugar 147 para 149. Guiné-Bissau e Moçambique permanecem na lista de baixo desenvolvimento humano. Moçambique manteve a posição 180, enquanto a Guiné-Bissau desceu de 177 para 178.

 

 

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