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Incontinência urinária e bexiga hiperativa

Mais comum no sexo feminino, tem vindo a aumentar devido ao envelhecimento da população. Porém, há soluções a considerar. A ginecologista e obstetra, Maria Geraldina Castro, explica as patologias e como as resolver.

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Alterações no estilo de vida podem ser eficazes no controlo dos sintomas, tais como, diminuição da ingestão de cafeína, bebidas gaseificadas e alcoólicas, que causam irritação da bexiga, suspensão tabágica e redução do peso. O treino vesical, que consiste na programação do tempo entre as idas à casa de banho, para que este não seja demasiado prolongado nem demasiado curto, e o controlo das vontades imperiosas de esvaziar a bexiga, deverá fazer parte do tratamento desta patologia. Também os exercícios do pavimento pélvico são importantes no controlo da bexiga hiperativa, bem como o recurso a diversos medicamentos disponíveis no mercado. Para os casos complicados existem tratamentos mais complexos, tais como o uso de “botox” e o estímulo de nervos específicos.

 

A incontinência urinária e a bexiga hiperativa são patologias frequentes e muitas vezes subdiagnosticadas. Os doentes não se queixam aos seus médicos por vergonha ou por pensarem que é uma situação normal para a idade, que faz parte do envelhecimento natural, com o qual têm de aprender a viver. Além disto, desconhecem a existência de tratamentos eficazes disponíveis.

 

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No sentido de sensibilizar a população geral para esta patologia surgiu recentemente a campanha “Na Bexiga Mando Eu”. Através de uma plataforma online, as pessoas têm acesso a diversas informações relacionadas com a bexiga hiperativa, tais como, o seu diagnóstico, impacto na qualidade de vida, recomendações de estilo de vida, tratamento e ensino de exercícios do pavimento pélvico.

 

Está demonstrado o forte impacto negativo na qualidade de vida causado por este problema, quer a nível físico, psicológico, sexual, social e, até mesmo, profissional. O doente com incontinência urinária ou com bexiga hiperativa vive com ansiedade e preocupação constante de perder urina nas situações mais embaraçosas do seu dia a dia, condicionando a sua vida. Portanto, é de extrema importância diagnosticar e tratar estas patologias, devolvendo qualidade de vida aos doentes.

 

Maria Geraldina Castro

Ginecologista/Obstetra Maternidade Bissaya Barreto – Coimbra

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