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Imprensa da Polónia ‘de luto’ por novas imposições do Governo à sua atividade

‘Media sem escolha’ é o chavão propagado pela comunicação social polaca em resposta às novas taxas que o Governo quer impor aos meios de comunicação do país. A proposta é vista como um ataque à imprensa e uma forma indireta de censura.

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Os órgãos de comunicação social da Polónia vestem-se de preto, como forma de protesto às novas imposições do Governo à sua atividade, nomeadamente criando novas taxas sobre a publicidade. Como forma de protesto, diversos meios de comunicação social independentes vestiram, ontem, as primeiras páginas de negro, não exibiram programas de televisão ou exibiram os seus websites a negro com a mensagem ‘Media sem escolha’.

 

“O seu site favorito deveria estar aqui”, “O seu programa favorito deveria estar aqui” – estas mensagens apareceram na quarta-feira na maioria dos meios de comunicação independentes na Polónia. Este é um protesto generalizado contra os planos do Governo de introduzir um novo imposto sobre publicidade. Um dos principais jornais do país, o Fakt.pl, informa hoje que «o imposto atingirá redações, jornalistas e a qualidade do jornalismo».

 

 

Em carta aberta ao Governo, a campanha ‘Media sem escolha’ enfatiza que a nova taxa sobre a publicidade atinge o telespectador, o ouvinte, o leitor e internauta polaco, bem como as produções, a cultura, o desporto e os meios de comunicação.

 

«A circulação de jornais está a cair, a publicidade está a diminuir. Agora o Estado quer impor encargos adicionais de vários milhões de dólares sobre nós». O novo imposto, dizem, «limita a possibilidade de financiamento de conteúdos de qualidade, bem como locais, aumentando ao mesmo tempo a já poderosa influência das autoridades no mercado dos media na Polónia», afirma na carta, que é visível também no site Fakt.pl.

 

Segundo a Euronews, Mateusz Morawiecki, primeiro-ministro da Polónia, declarou: «Não podemos deixar que os pobres fiquem cada vez mais pobres e os ricos mais ricos. Eles também devem participar no desenvolvimento socioeconómico».

 

O Governo polaco estará a seguir os passos do Governo da Hungria, o primeiro a introduzir este mesmo imposto, depois da vitória de Viktor Orbán, em 2014.

 

 

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