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Impacto na dentição: Quando e como tirar a chupeta?

A idade mais apropriada para o fazer será entre os 2/3 anos, fase em que a criança ainda tem a dentição de leite e, ao eliminar este hábito, há uma grande probabilidade de corrigir ou atenuar os seus malefícios.

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O movimento de sucção que o bebé faz aquando da amamentação ou do uso da chupeta é inato e desenvolve-se ainda na vida intrauterina. No entanto, quando é feito na chupeta, ele promove força nos dentes e estruturas envolventes o que pode levar a alterações na forma das arcadas, como mordida aberta e/ou mordida cruzada, alterações funcionais, nomeadamente na respiração, fala, mastigação e deglutição e também alterações na musculatura orofacial, tornando-se prejudicial para o seu desenvolvimento e crescimento craniofacial. Obviamente que o grau de severidade das alterações provocadas está interligado com a intensidade, frequência e duração do uso da chupeta.

 

Os hábitos de sucção não nutritiva, como é o caso da chupeta, estão relacionados com a satisfação afetiva, conforto e a sensação de segurança que trazem à criança e, por este motivo, torna-se, por vezes, difícil para os pais interromper este ciclo de “dependência” da chupeta.

 

A idade mais apropriada para o fazer será entre os 2/3 anos, fase em que a criança ainda tem a dentição de leite e, ao eliminar este hábito, há uma grande probabilidade de corrigir ou atenuar os seus malefícios. No entanto tem de ser avaliada a altura para o fazer, pois será o retirar de algo que proporciona segurança à criança. Deve-se esperar por uma fase tranquila e não associar esta eliminação à altura do desfralde ou à chegada de um novo irmão, por exemplo.

 

Existem algumas dicas para tornar este passo mais fácil para todos os membros da família.

– Tentar que seja a própria criança a perder o interesse, fazendo uns furos com um alfinete na chupeta pode fazer com que o poder de sucção seja menor e já não haja tanto prazer por parte da criança.

 

– Diminuir os períodos de utilização gradualmente até que seja só procurada na hora de dormir.

 

– Reforçar positivamente a criança quando esta não procurar a chupeta em alturas que normalmente o faria ou distraí-la com uma atividade no momento em que mais possa sentir a sua falta.

 

– Se a criança tiver reações mais negativas e/ou birras, tente acalmá-la, confortá-la e compreender a sua frustração.

 

– A chupeta poderá ser substituída por outro objeto reconfortante para a criança, como por exemplo um boneco, ao qual poderá recorrer quando se sentir mais desconfortável.

 

– Combinar com a criança que irá entregar a chupeta na árvore das chupetas, ao Pai Natal, à Fada dos Dentes ou a qualquer outra personagem que a criança goste, explicando que já está a ficar crescida e que já não precisa dela.

 

A ideia será incluir a criança o máximo possível nesta iniciativa para que possa sentir que teve autonomia e iniciativa para deixar a chupeta e que não foi nada imposto, o que normalmente, por si só, poderá já ser uma ideia que transmite desconforto e insegurança. Os pais deverão ver esta como mais uma fase do desenvolvimento infantil que não precisa de ser traumática e deverá mesmo ser pacífica.

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