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Hipertensão arterial: o que é e como prevenir?

Ser hipertenso é apresentar uma pressão sistólica superior ou igual a 140 milímetro de mercúrio (mmHg) e/ou uma pressão diastólica superior ou igual a 90 mmHg. No Dia Mundial da Hipertensão, Pedro Marques da Silva, internista e coordenador do Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular, descodifica esta problemática comum em Portugal.

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É fundamental criar condições ambientais, económicas e sociais mais favoráveis à saúde e à escolha de comportamentos saudáveis, e favorecer a participação dos cidadãos na conceção e desenvolvimento de ações de prevenção. Finalmente, é obrigatório diagnosticar adequada e atempadamente a hipertensão arterial, e ao mesmo tempo usar racionalmente a melhor e a mais adequada terapêutica medicamentosa, tendo em conta a gravidade de cada situação e as especificidades de cada doente, estimulando, por todos os meios, uma resposta positiva ao tratamento e o enriquecimento da relação médico-doente.

 

São vários os medicamentos (e os grupos farmacológicos) disponíveis e usados para baixarem a pressão arterial (medicamentos anti hipertensores). Não há medicamentos perfeitos e não há qualquer razão para dizer que este ou aquele fármaco deve ser o preferido para iniciar o tratamento em todos os doentes. Cada doente é um doente. Mas temos a noção que, na larga maioria, vamos precisar de pelo menos dois fármacos em simultâneo (por exemplo, em associações fixas), para conseguir controlar ou baixar razoavelmente a pressão arterial elevada dos nossos doentes.

 

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É por isso que o tratamento farmacológico tem de ser individualizado. É também por isso que o tratamento é mais eficaz quando o médico conhece bem o doente e quando ambos, médico e doente, percebem a importância de comunicarem, de terem uma boa relação e de se comprometerem e de colaborarem no tratamento.

 

Não se esqueça: quem melhor conhece a sua doença, quem melhor aponta o que deve fazer é o seu médico. Ele é a sua melhor fonte de informação. Falem, relacionem-se, interatuem e confiem, pela sua saúde!

 

Por Pedro Marques da Silva

Internista e coordenador do Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular

 

 

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