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Hiperplasia Benigna da Próstata: uma doença mais habitual e menos conhecida que o cancro da próstata

O tratamento da HBP tem dois pilares fundamentais: os medicamentos e a cirurgia. Ambos têm sofrido notáveis evoluções nos últimos anos. O urologista José Santos Dias explica tudo.

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Tratamento

O tratamento da HBP tem dois pilares fundamentais: os medicamentos e a cirurgia. Ambos têm sofrido notáveis evoluções nos últimos anos.

 

Em relação aos primeiros, surgiram recentemente novos fármacos para o tratamento desta doença e passaram a estar também disponíveis associações de medicamentos diferentes num só comprimido, que permitem um tratamento mais eficaz e adequado a cada doente. Estes avanços constituem uma mais-valia para muitos doentes com HBP, nomeadamente os que apresentam queixas que não são adequadamente controladas com os medicamentos clássicos. Os doentes com um grande aumento da frequência urinária, que urinam muitas vezes de dia e/ou de noite, os doentes com vontade súbita de urinar, por exemplo, podem beneficiar significativamente destas novas formas de tratamento.

 

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Também em relação às técnicas cirúrgicas ocorreu um desenvolvimento significativo nos últimos anos. Cada vez mais se efetuam técnicas pouco invasivas (designadas por “minimamente invasivas”), nomeadamente as que utilizam o laser (os lasers que utilizamos atualmente são completamente diferentes dos que eram utilizados há poucos anos e permitem muito melhores resultados) e formas alternativas de energia. Ao contrário de outras técnicas mais antigas, estas técnicas mais recentes permitem que o tecido prostático não volte a aumentar e causar recidiva das queixas.

 

Por José Santos Dias

Urologista do Hospital de Santa Maria, diretor do Instituto da Próstata e Incontinência Urinária, assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e fellow do European Board of Urology

 

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