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Hiperplasia Benigna da Próstata: uma doença mais habitual e menos conhecida que o cancro da próstata

O tratamento da HBP tem dois pilares fundamentais: os medicamentos e a cirurgia. Ambos têm sofrido notáveis evoluções nos últimos anos. O urologista José Santos Dias explica tudo.

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A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é uma condição caracterizada pelo aumento progressivo do tamanho da próstata, resultado de um aumento da ação de uma hormona sobre a próstata – a testosterona, a “hormona masculina”.

 

Consequentemente, pouco a pouco, a uretra é comprimida, assim surgindo as queixas urinárias. Estas queixas resultam não só da compressão da uretra (que fica com cada vez menor calibre), mas também da resposta da bexiga à obstrução que resulta dessa diminuição de calibre. A bexiga tem de contrair com mais “força”, mais “pressão”, o que resulta num aumento progressivo da espessura da sua parede (a parede da bexiga é constituída por músculo) e alterações, igualmente progressivas, do seu funcionamento, sensibilidade, capacidade, etc.

 

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Queixas provocadas pela HBP

Resultado desta compressão da uretra, os primeiros sinais que os homens que sofrem desta doença se queixam são de jato urinário fraco, demorar muito tempo a urinar, muitas vezes ficando a pingar no final da micção, ter de fazer um grande esforço para urinar, não conseguir esvaziar a bexiga completamente, urinar muito frequentemente, quer de dia quer de noite, ter uma vontade muito súbita, urgente, de urinar (por vezes não conseguindo reter a urina e apresentando perdas de urina), dor ou peso abaixo do umbigo. Se não forem adequadamente tratados, podem mesmo chegar a ficar com a “urina presa” (retenção urinária), tendo por isso de colocar uma algália ou mesmo vir a sofrer de insuficiência renal – os rins podem mesmo deixar de funcionar, em casos mais graves da doença.

 

Como se percebe, estas queixas causam uma grande perturbação na qualidade de vida dos doentes. É fácil imaginar que uma pessoa que acorde 3 ou 4 vezes de noite para urinar não consegue ter um sono descansado e retemperador; o mesmo acontece se perder urina (incontinência), por vezes associada à HBP. São sintomas que perturbam o bem-estar do doente, a sua vida pessoal, profissional, social e de relação.

 

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Ao contrário do que muitas vezes se pensa, esta doença não afeta a sexualidade, a “virilidade” masculina. Os tratamentos e as cirurgias relacionadas com a próstata (geralmente os tratamentos do cancro da próstata, mas também alguns dos tratamentos para o aumento benigno) podem, eles sim, causar problemas de sexualidade, quer relacionadas com a ereção, quer relacionadas com o desejo (“líbido”) e com a ejaculação.

 

A melhoria da qualidade de vida global dos doentes que se obtém com a maior parte dos tratamentos para a HBP permite conseguir também uma melhoria da sexualidade, nos seus diferentes aspetos e vertentes.

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