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Há 1,4 milhões de pessoas obesas em Portugal

No Dia Mundial da Obesidade, assinalado a 11 de outubro, a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade diz que é preciso acabar com o estigma da obesidade e promover o acesso aos tratamentos desta doença, uma vez que a terapêutica farmacológica não é comparticipada em Portugal. Estima-se que mais de 20% da população mundial será obesa em 2025 se não forem adotadas medidas que travem esta evolução.

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Segundo o último estudo português, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), estima-se que, em Portugal, mais de metade da população – mais de 6 milhões de pessoas – tenha obesidade ou pré-obesidade.

 

«Uma vez que está comprovado, por vários estudos de relevo, a perda de peso, mesmo que na ordem dos 5% a 10%, pode trazer benefícios para a saúde, reduzindo o risco de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares, melhorando a pressão arterial e reduzindo a gravidade de apneia do sono, tratar farmacologicamente, através de inibidores de apetite, a obesidade desde as fases iniciais, é promover a curto e longo prazo a saúde geral dos individuais», conclui Paula Freitas.

 

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística, há 1,4 milhões de pessoas obesas em Portugal o que faz de Portugal um dos países com maior taxa de obesidade na União Europeia. A Obesidade é considerada pela Organização Mundial de Saúde como a epidemia global do século XXI. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade alcançou as proporções de pandemia, com mais de 1,9 mil milhões de adultos (acima dos 18 anos) com excesso de peso (IMC> 25 kg/m2). Deste grupo, mais de 600 milhões de pessoas são obesas (IMC> 30 kg/m2).

 

A obesidade é uma doença que requer uma gestão a longo prazo. As comorbilidades relacionadas com a obesidade incluem a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), alguns tipos de cancro, infertilidade, doenças articulares e ósseas, doenças psicológicas, entre outras. É uma doença complexa e multifatorial que é influenciada por fatores, fisiológicos, genéticos, endócrinos, psicológicos, ambientais e socioeconómicos.

 

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