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Grumpy staying: a tendência que tem vindo a ganhar força no mundo do trabalho

Um novo fenómeno está a pautar o mundo do trabalho, o grumpy styaing (ficar mal-humorado).

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O termo grumpy sytaing está a ser utilizado para descrever os colaboradores que adotam o comportamento de permanecer na sua entidade patronal e no seu posto de trabalho atuais, apesar de se demonstrarem claramente frustrados, menos produtivos e visivelmente descontentes, no que respeita ao seu ambiente de trabalho.

 

No entanto, evitam melhorar a sua situação ou atitude, sendo frequente adotarem posturas em que estão mais irritados e/ou negativos em relação a tarefas específicas, às chefias, a colegas de trabalho ou somente em relação à situação de trabalho em que se encontram atualmente.

 

Tipicamente não se despedem, assim como não tentam uma mudança de emprego como forma de melhorar a sua satisfação profissional. Ao invés de manterem a cabeça baixa e continuarem a trabalhar, são mais barulhentas.

 

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Mas como identificar colaboradores grumpy staying?

Existem alguns sinais que podem auxiliar no identificar destes colaboradores como:

  • Exibem uma atitude constantemente negativa: podem, inclusive, manifestar ceticismo ou falta de entusiamo, o que pode impactar o estado de humor de toda a equipa de trabalho.
  • Tendem a reclamar acerca do trabalho (seja em relação a tarefas, ou colegas): expressam a sua insatisfação, através da reclamação, sem manifestar um esforço ativo para identificar soluções.
  • Apresentam taxas mais altas de absentismo: tendem a tirar férias não programadas; ou, apesar de se encontrarem fisicamente no local de trabalho, encontram-se “mentalmente desligados”.
  • Podem envolver-se em conflitos interpessoais, nomeadamente com colegas ou chefias, criando interações tensas, e pouco satisfatórias.
  • Demonstram um investimento verdadeiramente reduzido no seu trabalho: muitas vezes, desinteressam-se das suas tarefas, resultando numa diminuída produtividade e contribuição para os resultados da equipa.
  • Tendem a resistir ou rejeitar mudanças no que respeita ao trabalho: podem recusar (ou manifestar relutância) novas dinâmicas ou tarefas.

 

Mas quais são as razões pelas quais os trabalhadores adotam o grumpy staying?

As razões pelas quais os trabalhadores se sentem desmotivados e insatisfeitos no seu local de trabalho são múltiplas, mas eis algumas das razões transversais:

  • Não se sentir ouvido ou valorizado no trabalho, sentindo-se insatisfeito: fatores como a ausência de autonomia ou a presença de tarefas desinteressantes podem levar a um estado de descontentamento persistente;
  • Não receber qualquer tipo de reconhecimento pelo seu trabalho;
  • Não existir um ambiente laboral saudável;
  • Cultura e ambiente de trabalho tóxicos: um ambiente de trabalho caracterizado pela ausência de suporte, assim como a exposição a uma cultura de “culpa”, pode contribuir para o desgaste psicológico dos colaboradores e, em consequência, para a adoção de atitudes de grumpy staying.
  • Valores organizacionais desalinhados com os valores do trabalhador: perante a existência de um desalinhamento significativo entre os valores do próprio e aqueles que são promovidos pela empresa, existirá grande probabilidade de surgir frustração e descontentamento, que reforçarão a adoção do grumpy staying.
  • Ausência de equilíbrio entre vida pessoal e profissional (ex. carga de trabalho excessiva)
  • Líderes “idiotas”: práticas de liderança que assentem numa gestão ineficaz, numa comunicação desajustada, ou em tomadas de decisão inconsistentes podem contribuir para que os colaboradores se sintam frustrados e insatisfeitos.

Então… e como pode lidar com o grumpy staying?

O grumpy staying pode, efetivamente, ser um problema para as organizações, uma vez que tem impacto em várias áreas da empresa (pode prejudicar a produtividade da equipa, promover uma cultura e ambiente tóxicos, assim como travar a inovação da empresa). Então, qual é a melhor forma de lidar com alguém que mostra sinais de grumpy staying?

 

Ora, a resposta essa é bastante simples, promover uma cultura assente no feedback e reconhecimento dos colaboradores, pautada por uma comunicação clara e verdadeiros líderes que suportem e apoiem verdadeiramente os seus colaboradores.

 

Simples, certo?

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