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Gravidez ectópica

Cerca de 40% dos casos de gravidez ectópica ocorrem em mulheres com passado de doença inflamatória pélvica.

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A gravidez ectópica (GE) ocorre aproximadamente em 0,5% a 1% de todas as gravidezes, mas a sua incidência aumenta para quase 5% nas gestações obtidas por técnicas de procriação medicamente assistida e pode atingir taxas de 20-30% em mulheres com patologia das trompas uterinas, após cirurgia tubária ou em mulheres com história de gravidez ectópica anterior.

 

Cerca de 40% dos casos de gravidez ectópica ocorrem em mulheres com passado de doença inflamatória pélvica. Vários estudos científicos recomendam que as mulheres com patologia significativa das trompas devem ser sujeitas a salpingectomia / laqueação tubária antes de efetuarem um tratamento de Fertilização in Vitro (FIV).

 

É importante realçar que a atual conduta a seguir no tratamento da GE  é feita de modo a comprometer o menos possível a fertilidade futura.

 

Diagnóstico

A rutura de uma GE está associada não só a uma alteração relevante da função tubária como a uma mortalidade significativa. Por estes motivos, é muito importante fazer o diagnóstico de uma GE o mais cedo possível e tratá-la antes de ela romper.

 

Assim, deve ser realizada uma ecografia pélvica (de preferência com sonda endovaginal) às 5 semanas de gestação em todas as mulheres com história anterior de GE, com patologia tubária evidente (ex: hidrosalpinge) ou que realizaram um tratamento de fertilidade.

 

O exame ecográfico deve detetar, 35 dias após a última menstruação, um saco gestacional no útero contendo um embrião com atividade cardíaca. Se a imagem observada não é clara e se a grávida não tem queixas, deve ser repetida a ecografia uma semana depois.

 

A realização de ecografias seriadas permite confirmar a localização e a viabilidade da gestação. Em alguns casos consegue-se visualizar a existência dum saco gestacional com embrião localizado numa trompa uterina. Se a grávida apresenta queixas de dores pélvicas e sangramento vaginal deve considerar-se a possibilidade de uma gravidez ectópica e deve ser feito o doseamento sérico da BhCG (subunidade Beta da gonadotrofina coriónica).

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