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Gravidez depois dos 40: o que diz um ginecologista

É diferente ter 40 anos, ser saudável e não ter excesso de peso, do que ser obesa, fumadora e ter doenças associadas, revela o gineciologista José Cunha.

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Hoje em dia, estudar, entrar no mercado de trabalho e conseguir estabilidade tanto profissional/financeira como emocional, nas relações, são prioridades que surgem antes de constituir uma família. É por isso comum o adiamento da maternidade.

 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, 25% dos nascimentos ocorre depois dos 35 anos (dados de 2009). Esta tendência, infelizmente, tem vindo a acentuar-se.

 

Riscos de uma gravidez com a idade

É mais difícil engravidar uma vez que a quantidade de óvulos vai diminuindo à medida que a mulher envelhece. A probabilidade de engravidar espontaneamente por ciclo menstrual aos 40 anos ronda os 5-10%, e acima dos 45 anos é praticamente impossível engravidar com os próprios óvulos.

Riscos:

  • Maior taxa de aborto espontâneo (25% das gestações aos 40 anos e 54% aos 44 anos);
  • Maior incidência de diabetes gestacional e HTA (pré-eclâmpsia/ eclâmpsia);
  • Aumento da frequência de alterações cromossómicas fetais (a principal é o Síndrome de Down – 5% aos 40 anos e 10 % aos 44 anos), razões que também explicam a maior taxa de aborto de repetição;
  • Maior incidência de problemas na placenta e no parto;
  • Maior incidência de baixo peso fetal e prematuridade (15% dos partos), muitas vezes pela intercorrência de diabetes e hipertensão arterial. Consequentemente verifica-se também um aumento da taxa de nados mortos e de problemas na saúde dos recém-nascidos.

 

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 Como preparar e ajudar a obter a gravidez

É diferente ter 40 anos, ser saudável e não ter excesso de peso, do que ser obesa, fumadora e ter doenças associadas (hipertensão arterial, doenças cardíacas ou da tiroide, diabetes). Nesse sentido, é fundamental uma correta e prévia avaliação clínica da mulher que quer engravidar depois dos 40 anos. Sendo possível avaliar a fertilidade duma mulher através de:

 

  • Análises de sangue (doseamento da AMH ou da FSH e estradiol);
  • Ecografia ginecológica (avaliação da reserva ovárica e deteção de anomalias do aparelho reprodutor – quistos ováricos, miomas, etc);
  • Estudo da permeabilidade das trompas de Falópio (Histerossalpingografia) e da qualidade do esperma (espermograma)

 

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