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Governo quer reduzir sal, açúcar e gorduras trans até 2020

O despacho que formaliza a Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável é hoje publicado e documenta um conjunto de propostas de intervenção, consensualizadas por um grupo de trabalho interministerial, com base em recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Comissão Europeia.

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Fazer com que o consumo de sal per capita se aproxime de 5 g/dia em 2020; fazer com que o consumo diário de açúcar simples se aproxime de 50 g/dia e um máximo de 25 g/dia em menores de idade em 2020; e fazer com que o consumo de ácidos gordos trans se aproxime de zero em 2020. Estes são três dos vários objetivos que constam da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), hoje publicada.

 

O documento apresenta um conjunto de propostas de intervenção, consensualizadas por um grupo de trabalho interministerial refletindo a opinião dos Ministérios das Finanças, Administração Interna, Educação, Saúde, Economia, Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, e Mar.

 

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A construção da presente Estratégia teve por base documentos estratégicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Comissão Europeia (CE) na área da promoção da alimentação saudável e ainda os dados mais recentes produzidos pelo Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física e outros estudos recentes na área. A análise destes dados permitiu identificar os principais problemas nutricionais da população portuguesa.

 

Reflete ainda uma audição pública onde foram ouvidas as diferentes partes interessadas, nomeadamente a Indústria Alimentar, a OMS, a FAO, Ordens Profissionais e Associações Profissionais entre outras entidades.

 

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Deste grupo de trabalho, conduzido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) ao longo de ano e meio, «resultou um documento inovador que agora se divulga e que reflete as obrigações para com a OMS de integrar a “Saúde em todas as políticas”.  Uma boa prática que ainda muitos poucos países europeus conseguiram atingir na área das políticas nutricionais. Aliás, este tipo de documento, formalmente assinado pelos diferentes ministérios é uma boa prática comum em países do Norte da Europa, mas que nunca tinha sido concretizado em Portugal desde 25 de abril de 1974. Apenas em 1989, e através do Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição (CNAN) tinha sido feito uma proposta similar, mas que nunca chegou a originar qualquer proposta formal como a que agora se apresenta», refere a Direção-Geral da Saúde em comunicado.

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