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Gloriana: uma cerveja artesanal que quer enaltecer o Ribatejo

Celebrado na primeira sexta-feira do mês de agosto, o Dia Internacional da Cerveja pretende homenagear uma das bebidas alcoólicas mais antigas do mundo, e que em Portugal é a mais consumida. A propósito da data fomos conhecer a Gloriana, uma cerveja artesanal que pretende dar a conhecer ao mundo o Ribatejo. Na calha está uma inovação, uma cerveja híbrida.

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Filipe Ribeiro é natural da vila de Glória do Ribatejo e cofundador da Gloriana. Mas esta história começa em Madrid, em 2017, onde vivia e começou a frequentar uma microcervejeira perto da sua casa. «Comecei a ser um visitante assíduo até que acabei por criar uma amizade com o cervejeiro que lá estava encarregue das principais receitas e da própria produção», explica-nos.

 

Filipe e o cervejeiro entraram assim numa viagem que pretendia descobrir vários sabores. Filipe explica que começaram pelos «sabores tropicais da American Pale Ale, pelo aveludado da Irish Stout e ainda pelas Trapistas Belgas, cervejas criadas pelos monges alquimistas, na reclusão do mosteiro, que tinham como objetivo aquecer a alma antes de aprofundarem a espiritualidade».

 

Com os restos de malte e lúpulo que estavam esquecidos na fábrica extinta da PaleCat, em Madrid, Fiipe Ribeiro aventurou-se no “do it yourself” e criou a primeira produção da sua cerveja, que ficaria pronta a beber no Natal de 2017. Nos dias seguintes juntou-se a Constantino Cristovão em novas experiências, com quem foi partilhando esta paixão via telefone.

 

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Depois, a imagem. «Para a ilustrar a cerveja decidimos fazer um rótulo baseado num stencil art de uma velhota que caminha. A ideia era oferecer algo único e especial», confessa o cofundador da Gloriana. Destas garrafas, algumas viajaram até Hong Kong e Macau, onde se encontravam alguns amigos de Filipe, que decidiram criar uma página de Instagram para a cerveja. «Começamos entre todos a colocar fotografias das garrafas durante as nossas viagens».

 

No entanto, para além da aventura destas garrafas pelo mundo, a cerveja de Filipe e Constantino teve também um grande impacto na vila onde nasceu. «O efeito Gloriana foi tão intenso junto das pessoas da minha vila, que gosta de se apelidar de aldeia, e dos povoados adjacentes, que fomos praticamente obrigados a começar a comercializar a nossa cerveja».

 

O objetivo deste projeto era criar uma cerveja no interior do país, que divulgasse o Ribatejo: «Temos diversos produtos, nomeadamente nesta área alimentar, com caraterísticas incríveis, mas que não são associados a produtos artesanais de qualidade como são os de outras regiões. O nosso objetivo é pôr, não só a Glória do Ribatejo, mas todo o Ribatejo no mapa dos sabores da portugalidade», conta Filipe Ribeiro.

 

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A Gloriana é produzida de forma simples e em lotes pequenos, o que permite controlar todo o processo, desde a brassagem, à fervura e controlo de temperaturas, o que permite retirar o máximo de caraterísticas dos cereais e lúpulos envolvidos no processo.

 

«A nossa cerveja além de cevada, trigo, aveia e lúpulos leva ainda água e leveduras que transformam os açúcares em álcool. Para produzir o CO2, também conhecido como gás, adicionamos dextrose (açúcar em pó). Depois da produção, as garrafas entram em estágio cerca de quatro semanas até estarem prontas a chegar ao consumidor», explica o fundador.

 

Neste momento, a marca Gloriana tem seis estilos de cerveja disponíveis. Na gama clássica «temos uma Blod Ale, que acompanha muito bem com peixes e carnes brancas, uma Irish Red voltada para o aroma do cereal e ideal para acompanhar carnes e vegetais grelhados e ainda uma Porter que fez com que muita gente descobrisse que até gosta de cerveja preta».

 

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Já na gama especial podemos encontrar a Belgian Honey Ale, feita com mel multiflora caraterístico da região, a Chocolate Stout aveludada com aveia, cereal chocolate e um final de baunilha e ainda a American Pale Ale, que tem um amargor subtil, com frutos tropicais, onde se destaca o maracujá.

 

Filipe desvenda ainda que uma sétima cerveja está a ser preparada: «A Grape Ale será uma junção entre cevada e a casta Fernão Pires, uma uva produzida de forma biológica na Quintinha do Cocharro, localizada no coração do Ribatejo, um híbrido que deixaria Baco confuso e perplexo».

 

Para quem quiser adquirir a Gloriana, os produtos estão disponíveis em vários estabelecimentos da região do Ribatejo. No entanto, para quem quiser adquirir as cervejas de forma mais direta basta contactar a marca através da página de Facebook ou Instagram. Brevemente as cervejas Glorianas estarão disponíveis também para entregas em todo o país, através da plataforma Dott.

 

 

 

 

 

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