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Não passa sem café? A culpa pode ser dos seus genes

Não consegue começar o dia sem primeiro beber um café? E passa as tardes a caminhar para a máquina do café lá do trabalho? A ‘culpa’ talvez esteja nos seus genes. Um estudo europeu mostra que existe propensão genética para umas pessoas ficarem mais viciadas em café do que outras.

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O consumo habitual de café está afinal mais ligado aos genes do que se pensa. Um estudo, realizado por várias instituições italianas e holandesas, entre as quais a Universidade de Trieste, em Itália, e o Centro Médico Erasmus, na Holanda, faz uma abordagem diferente à maior propensão que algumas pessoas têm em ficar viciadas em café: está inscrito nos seus genes.

 

Os investigadores estudaram os hábitos de consumo de café de 1200 residentes de duas vilas em Itália e analisaram os seus genomas. Identificaram um gene (PDSS2) que desempenha um papel importante no metabolismo da cafeina. Depois, compararam os resultados com os dados obtidos junto de uma população holandesa, nomeadamente de 1731 pessoas.

 

Os analistas descobriram que as pessoas com maior expressão do gene PDSS2 eram aquelas que também bebiam menos café. Este gene é responsável pela regulação das proteínas que metabolizam a cafeína no organismo.

 

«A hipótese é que as pessoas com níveis mais elevados deste gene metabolizam a cafeína de forma mais lenta, e é por isso que bebem menos café. Eles bebem pouco por manterem mais tempo os efeitos positivos do café, como estar acordado ou menos cansado», explicou à ‘Time’ Nicola Pirastu, autor do estudo e investigador na Universidade de Trieste.

 

Segundo o investigador, o café é uma bebida controversa, pois até uma certa medida é benéfica para o organismo, mas também pode ter efeitos prejudiciais. Por isso, diz Pirastu, «perceber como isto acontece e porque fazemos determinadas escolhas alimentares é muito importante para fazermos as opções certas».

 

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