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Frutas e legumes: contaminação com pesticidas

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As substâncias químicas desempenham atualmente um papel importante na produção convencional de alimentos, como forma de prolongar a vida útil dos mesmos, torna-los mais atraentes, no combate a doenças e pragas, através da utilização de produtos químicos farmacologicamente ativos, como os pesticidas.

 

Está definida legislação sobre a utilização de agroquímicos, a qual se baseia em pareceres científicos e no princípio de que os níveis de contaminantes devem ser mantidos tão baixos quanto possível, de modo a permitir boas práticas de trabalho e a proteção da saúde pública. No caso dos produtos fitofarmacêuticos, a legislação prevê que os mesmos sejam cientificamente avaliados antes de autorizados para utilização e estabelece os limites máximos de resíduos permitidos nos alimentos, sendo que algumas substâncias são de utilização proibida.

 

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) presta aconselhamento sobre os riscos existentes e emergentes associados aos alimentos, contribuindo para proteger os consumidores dos riscos na cadeia alimentar, com base em dados científicos. Um relatório emitido pela mesma entidade, realizado em 2013, num total de 80967 amostras de produtos agrícolas processados e não processados, revelou que cerca de 45% dos produtos continham resíduos de pesticidas, sendo que 1.5% excedia claramente os limites legais. Destes, 27.3% apresentava mais do que um pesticida, sendo que se desconhece a interação entre pesticidas, ou seja, os seus efeitos sobre a saúde publica.

 

O Grupo de Trabalho Ambiental dos EUA (EWG) apresenta anualmente um guia para orientação dos consumidores onde identifica alimentos com maior contaminação de pesticidas e os alimentos com menor probabilidade de contaminação com pesticidas.

 

Perante resultados desta natureza e mesmo considerando que na sua grande maioria os produtos alimentares não revelam quantidades de pesticidas superiores ao legalmente estabelecido, é certo que não se conhece as consequências da interação dos vários produtos químicos utilizados, pelo que na prevenção da saúde de cada um de nós é cada vez mais importante o consumo de produtos de origem biológica, ou de produtos produzidos por si mesmo, sem a utilização de químicos de síntese.

 

Mesmo com o custo económico aparentemente um pouco mais elevado no consumo de produtos com maior garantia de qualidade, os benefícios para a saúde de uma dieta rica em frutas e vegetais livres de resíduos de produtos químicos tem de prevalecer sobre os riscos de exposição a pesticidas, pelo bem da nossa saúde.

 

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