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Há uma fórmula matemática ajuda a encontrar o tal

Além de ajudar a escolher um parceiro, esta estratégia também se pode aplicar a uma série de outras situações da vida em que as pessoas procuram algo e querem saber qual o melhor momento para pararem de procurar.

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Quando se trata de amor, as dúvidas são sempre muitas e as decisões mais sérias parecem, muitas vezes, um negócio arriscado.  Mas, afinal, existe mesmo uma fórmula matemática que ajuda a perceber se se encontrou ‘o’ ou ‘a’ tal’? É possível a matemática ajudar a identificar o momento certo para assentar e investir numa relação duradoura? Ao que parece, sim, segundo Hannah Fry, matemática da University College London, Reino Unido, que usa modelos matemáticos para estudar padrões de comportamento humano.

 

Vamos supor que as regras de namoro são simples: uma vez que decide assentar não pode pensar em todos os parceiros que poderia adicionar à sua lista se estivesse solteira, assim como cada vez que rejeitar alguém não pode voltar atrás no tempo e mudar de ideias, começa por expor Hannah Fry num artigo que escreveu  no site ‘Ideas.Ted.com’.

 

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Quando o namoro é enquadrado dessa forma, uma área de matemática designada ‘teoria da paragem ideal’ pode oferecer a melhor estratégia possível na caça ao/à tal. Segundo Fry, basta divertir-se um pouco durante a juventude, rejeitar todos os que encontrar como ‘material’ sério até que tenha uma ideia do mercado. Então, uma vez ultrapassada essa fase, escolha a próxima pessoa que lhe pareça melhor do que todos os que conheceu antes.

 

Mas a teoria da paragem ideal vai mais longe porque a probabilidade de parar e estabelecer-se com a melhor pessoa (denotada por P na equação no final do artigo) está ligada a quantos dos seus amantes com potencial (n) rejeita (r), por uma fórmula bastante elegante. Esta fórmula tem o poder de dizer-lhe exatamente quantas pessoas deve rejeitar até encontrar o seu parceiro perfeito. Diz-lhe que, se está destinado a dez pessoas na sua vida, então tem maior probabilidade de encontrar a tal se rejeitar os primeiros quatro amantes. Se estiver destinado a 20 pessoas deve rejeitar as 8 primeiras. No caso de estar destinado a um número infinito de parceiros deve, então, rejeitar os primeiros 37%, havendo apenas uma em cada três oportunidades de sucesso.

 

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«Eu sou um matemática e, portanto, tendenciosa, mas este resultado surpreendeu-me muito. Se optar por não seguir esta estratégia e sim assentar com alguém ao acaso, só terá uma em ‘n’ oportunidades de encontrar o seu verdadeiro amor, ou apenas 5% se estiver destinado a relacionar-se com 20 pessoas durante toda a sua vida, por exemplo», avança Hanna Fry.

 

O estudo pode apresentar algumas lacunas como, por exemplo, a hipótese de alguém namorar um número infinito de pessoas. No entanto, há uma segunda versão deste problema que se adequa mais à realidade e tem um resultado igualmente impressionante. Em vez de saber quantas pessoas vai namorar, o problema avançado só exige que saiba quanto tempo espera que sua vida de namoro dure. Digamos que começa a namorar com 15 anos e que idealmente gostaria de  assentar quando tiver 40 anos. Até pouco depois de completar 24 anos deve rejeitar todos  os candidatos e utilize isso para conhecer bem o ‘mercado’ e criar expetativas realistas do que pode esperar do próximo parceiro.

 

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Uma vez que a fase de rejeição tenha passado, escolha a próxima pessoa que encontrar, que é melhor do que todos aqueles que conheceu antes. «Seguir esta estratégia irá certamente dar-lhe a melhor oportunidade possível de encontrar o ‘número um’ da sua lista imaginária. Mas, atenção: Esta versão também tem as suas falhas», adverte Fry.

 

Imagine que durante sua fase de rejeição começa a namorar com alguém que para si é o parceiro perfeito de todas as formas possíveis. Mas, ainda não tendo encontrado os restantes, não teria forma nenhuma de saber quais os melhores da lista e quais deviam ser rejeitados. De acordo com as regras, deve continuar a rejeitar todos os outros para o resto da sua vida, envelhecer e morrer sozinho, provavelmente nutrindo um ódio profundo por fórmulas matemáticas.

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