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Voluntariado: «Foi a Bulgária que me escolheu»

Certamente já ouviu alguém dizer que gostaria de fazer voluntariado. E são muitos aqueles que dedicam a sua vida a melhorar a vida dos outros, seja através do voluntariado ou não. Aos 20 anos, Neusa decidiu embarcar nessa aventura e partilha connosco um pouco dessa experiência. Saiba mais neste Dia Internacional do Voluntariado.

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Pela experiência ou pela ânsia de fazer algo de bom pelos outros nasce o conceito de voluntariado e, a par do mesmo, nascem organizações que o possibilitam. Neusa Soares, residente em Amarante, tem 23 anos e, em 2015, decidiu viver de alma e corpo uma destas aventuras.

 

«Eu sempre quis adquirir experiência e conhecer outras culturas. Apesar de ter tido a ideia de fazer voluntariado fora do país, esta decisão não foi exatamente planeada passo a passo», conta a jovem. «Era suposto eu ir para a faculdade nesse ano (2014/2015) e não foi possível, então, com um empurrãozinho de uma amiga insistente que também foi, candidatei-me. Afinal se era para entrar numa pausa, ao menos que fosse fazendo algo de útil para a sociedade e que me fizesse sentir regozijo».

 

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Neusa optou por uma associação juvenil sem fins lucrativos sedeada em Lisboa, a ProAtlântico, que, por sua vez, tem um programa de voluntariado – Serviço Voluntário Europeu (SVE). O SVE não é um estágio numa empresa, um emprego remunerado, uma atividade recreativa ou turística, um curso de línguas ou exploração de mão-de-obra barata. O SVE permite que jovens com idades compreendidas entre 17 e 30 anos e com residência legal no país da organização de envio possam viver o voluntariado na Europa. Os programas de voluntariado podem ir até 12 meses e só se pode fazê-lo uma vez, com exceção dos jovens que foram voluntários num programa inferior a 2 meses. Neste caso, podem ingressar num outro projeto de voluntariado do SVE.

 

Esta associação tem algo que muitas organizações do estilo não têm e que pesa muito na escolha dos futuros voluntários. Para além das maravilhosas experiências, o SVE também disponibiliza fundos para pagar as despesas dos voluntários (viagens, seguros, etc). Todos os meses é entregue ao voluntário uma quantia monetária  – ‘pocket money’ – (diferente em cada programa e país) que cobre as despesas alimentares e afins, visto que a estadia está assegurada sempre.

 

Quanto às viagens, estas também são, por norma, asseguradas por um valor de apoio que é calculado, consoante as regras da Comissão Europeia, através da distância entre a organização de envio e a de acolhimento. Antes de os voluntários partirem é feita uma formação para minimizar o choque cultural. Depois disso, a organização está em constante contacto e disponível para ajudar o voluntário em possíveis infortúnios que possam surgir.

 

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Residente em Amarante, Neusa escolheu um projeto na Bulgária. «Na verdade foi mais a Bulgária que me escolheu a mim. Quando me candidatei, fi-lo para vários projetos, todos eles com duração entre 2 a 4 meses porque queria algo de permanência curta para experimentar e saber como funciona».

 

O projeto no qual foi aceite pertence ao ‘Centre for European Initiatives’ que providencia campo de férias  para crianças entre os 4 e os 13 anos. Aqui são feitas atividades como trabalhos manuais, idas aos vários parques da cidade (Stara Zagora), aulas de ténis, pequenas viagens e visitas de estudo. A função de Neusa passou por cuidar dessas crianças, criar novas atividades para os pequenos e fornecer conteúdo audiovisual para a manutenção da página oficial da organização búlgara.

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