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Flipflopi, o barco reciclado parte numa viagem de sensibilização sobre os danos que o plástico provoca aos ambientes marinhos

O mundo produz 300 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, acabando 8 milhões de toneladas no oceano, envenenando peixes, espalhando lixo nas praias e, às vezes, entrando na cadeia alimentar humana.

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O Flipflop, a embarcação feita com plástico reciclado e chinelos usados (flipflops), zarpou numa viagem pelo Lago Victória, o maior lago tropical do mundo que abrange território do Uganda, Quénia e Tanzânia, para uma ação de sensibilização sobre os danos que a poluição do plástico provoca ao ambiente e aos quatro milhões de pessoas que dependem diretamente do Lago Vitória.

 

Numa viagem de três semanas, que teve partida no Quénia a 8 de março e termina na Tanzânia a 29 de março, o Flipflop envolve-se com comunidades, ativistas e empresários locais, destacando o desafio dos microplásticos e o seu impacto nas reservas de peixes e na qualidade da água.

 

«A poluição por plástico no Lago Victória adiciona outra carga ao ecossistema do lago, que já está stressado», diz Robert Egessa, cientista vinculado ao projeto apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). «As interações entre plásticos e poluentes orgânicos e inorgânicos serão sentidas ao longo da cadeia de valor dos peixes, se uma solução oportuna não for fornecida», adiantou o cientista.

 

Cobrindo mais de 68.800 km2, o Lago Vitória é o maior lago tropical do mundo e o segundo maior lago de água doce do mundo. O crescimento populacional ao redor do lago disparou, mas fontes adicionais de receita não aumentaram para os estimados 53 milhões de pessoas que vivem na área da bacia.

 

O Lago Victória regista há muito tempo um declínio nas reservas de peixes, devido à pesca excessiva e também ao surgimento de plantas invasoras, como o jacinto-d ‘água, bem como aos impactos das mudanças climáticas. Porém, é a poluição e a preponderância de microplásticos que se sobrepõe e está a sufocar o lago. Um estudo recente estimou que um em cada cinco peixes do Lago Victória já ingeriu plástico.

 

Segundo o PNUMA, o mundo produz 300 milhões de toneladas de lixo plástico a cada ano, dos quais 8 milhões de toneladas acabam no oceano, envenenando peixes, espalhando lixo nas praias e, às vezes, entrando na cadeia alimentar humana.

 

 

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