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Fisioterapia na demência: 5 exercícios práticos para manter as funções motoras

A demência é uma patologia predominantemente cognitiva, mas que também está associada a alterações motoras. Estas são muitas vezes desvalorizadas, por se pensar que estão apenas relacionadas com o avançar da idade. No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, assinalado a 21 de setembro, veja alguns exercícios práticos para aliviar a situação.

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A fisioterapia é a principal área que intervém nas alterações motoras que surgem com a demência, sendo o principal objetivo da intervenção a manutenção das funções motoras, a fim de promover a máxima funcionalidade e independência, durante o maior tempo possível.

 

Para além disso, tem também um papel importante no apoio e ensino dos cuidadores/familiares e na prevenção e redução do risco de quedas, uma das principais causas de internamento hospitalar nesta patologia.

 

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A intervenção realizada é adaptada à pessoa, às suas capacidades motoras, às suas limitações e fase da demência. Nas fases ligeira-moderada, a intervenção pode ser tanto a individual, como em grupo e numa fase avançada maioritariamente em grupo. As imagens na galerica acima ilustram algumas das atividades que podem ser realizadas durante a intervenção com pessoas numa fase ligeira a moderada.

 

Dado ser uma patologia que afeta vários domínios, a intervenção realizada tem como objetivo trabalhar essas funções em simultâneo. O exercício físico regular tem um impacto crucial na cognição, na capacidade física e nas actividades de vida diária das pessoas com demência.

 

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Está demonstrado também que a realização de um programa de exercícios a longo prazo diminui a exigência do apoio dado pelos cuidadores. Torna-se assim fundamental que o exercício físico seja uma prática regular, não só em contexto controlado (fisioterapia), como em casa.

 

Por Mariana Mateus

Fisioterapeuta no NeuroSer, centro de diagnóstico e terapias para Alzheimer e outras patologias neurológicas.

 

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