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Ficar deitado a apanhar sol é um hábito que vem do tempo das cavernas

Ir para a praia esticar-se sol é muito mais do que tentar ficar bronzeado. Afinal, este comportamento já vem do tempo em que as pessoas viviam em cavernas e está ligado a um mecanismo de evolução do ser humano.

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O verão está no seu pleno e o desejo da maioria das pessoas é ir para a praia esticar-se ao sol. Mas, na realidade, nem todos apreciam um tom de pele bronzeado. Afinal, de onde vem este comportamento de massas, mal o sol raia no céu? Vem desde o tempo em que as pessoas viviam em cavernas, revelam cientistas da Universidade de Indiana, EUA, e está ligado a um mecanismo de evolução humana.

 

A comunidade científica acredita que ficar sentado ao sol é um comportamento aditivo e prazeroso, impulsionado por um mecanismo biológico que se desenvolveu quando as pessoas viviam em cavernas.

 

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Segundo Jiali Han, professor no centro de pesquisa do cancro nesta universidade, as pessoas começaram a viver em cavernas para se resguardarem do frio e estarem em segurança. Mas ao ficarem nas cavernas foi reduzida a sua exposição ao sol, que produz a vitamina D necessária à saúde óssea e reprodutiva, entre outros benefícios. «Daí pensarmos que este comportamento de procura de exposição solar seja resultado de um desenvolvimento e carácter evolutivo», explica Han.

 

O fenómeno de procura do sol vem de um mecanismo biológico que é desencadeado quando as pessoas estão expostas ao sol ou à luz ultravioleta, disse Han. A camada superior da pele produz beta-endorfina, uma hormona que é então liberada para a corrente sanguínea. Quando a beta-endorfina atinge o cérebro, faz as pessoas sentirem-se felizes, agindo no mesmo caminho biológico que outras substâncias aditivas, como o tabaco e o álcool.

 

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«As pessoas se sentem felizes ao sol. Saímos para apanhar sol, sentimo-nos felizes e queremos permanecer ao sol durante mais tempo. por outras palavras, a exposição ao sol ou à luz UV induz uma resposta opioide que está associada ao vício de bronzeamento», explica o epidemiologista.

 

Han e a sua equipa investigam este comportamento, inclusive de pessoas que têm queimaduras solares e se mantêm ao sol ou que continuam a bronzear-se em solários no inverno, mesmo sabendo que acelera o envelhecimento da pele e pode provocar cancro da pele.

 

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