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Federação Mundial da Obesidade declara obesidade como doença crónica

Chamar a obesidade de doença tem gerado muita controvérsia, mas esta organização internacional declarou hoje o seu apoio a esta corrente, indicando que esta se encaixa no modelo epidemiológico de um processo de doença. Integrar a obesidade na categoria de doença tem múltiplas consequências para quem dela sofre e para a sociedade em geral.

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A questão de saber se a obesidade deve ser chamada de”doença” tem provocado controvérsia desde o início do século XX, mas, numa declaração publicada hoje no jornal ‘Obesity Reviews’, a Federação Mundial da Obesidade confirma que apoia a definição de obesidade como uma doença crónica, uma vez que é reincidente.

 

A declaração foi preparada por um comité científico da Federação que concluiu que a obesidade se encaixa no modelo epidemiológico de um processo de doença, com a diferença de que o ‘agente tóxico’ ou ‘patológico’ está relacionado com a dieta.

 

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Baseando-se em múltiplos estudos, o comité científico analisou como o excesso de alimentos, a baixa atividade física e vários outros fatores ambientais interagem com a suscetibilidade genética de desenvolver obesidade. Eles traçam paralelos com doenças crónicas, observando que a magnitude da obesidade e os seus efeitos adversos podem estar relacionados com a ‘toxicidade’ do ambiente.

 

«Aceitar o conceito de que a obesidade é um processo de doença crónica é importante por várias razões. Primeiro, elimina a sensação de que os pacientes sozinhos são responsáveis ​​pelo seu excesso de peso. Também centra a atenção sobre as formas como este processo de doença pode ser abordado. E, finalmente, mostra que, se conseguimos tratar com sucesso a obesidade, muitas de suas doenças associadas serão eliminadas», explica em comunicado George Bray, do comité científico.

 

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Os especialistas sugerem que declarar a obesidade como uma doença pode beneficiar as pessoas que sofrem de obesidade e que desejam ter acesso a aconselhamento e apoio médico e, ao mesmo tempo, fortalecer o compromisso para lidar com o problema.

 

Eles observam que a obesidade é uma resposta normal a um ambiente propenso à obesidade, mas não é em si uma condição biologicamente normal ou saudável. Também observam que o reconhecimento da obesidade como uma doença pode reduzir o estigma dos indivíduos, mudar o discurso público sobre a culpa pela condição e ter benefícios nos sistemas de saúde.

 

A Federação Mundial de Obesidade é uma aliança de mais de 50 organizações nacionais e regionais dedicadas à pesquisa em obesidade, tratamento e prevenção da doença.

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