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Fazer puzzles tem benefícios no desenvolvimento infantil, aponta psicóloga

Ana Manta, psicóloga especialista em desenvolvimento infantil, apresenta os sete principais benefícios destes brinquedos para as novas gerações.

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O novo confinamento fez com que os tempos livres passassem também a ser somente em casa, algo ainda mais desafiante para as crianças, que se veem privadas de brincadeiras ao ar livre. Assim, agora é necessário arranjar novas diversões que respondam a esta mudança, mesmo sem sair de casa, e, neste contexto, os puzzles apresentam-se como uma solução, por terem um papel fundamental no desenvolvimento infantil: peça a peça, constroem-se imagens e desenvolvem-se competências essenciais e transversais a todo o processo de aprendizagem e evolução da criança.

 

Para explicar melhor a sua relevância, Ana Manta, psicóloga especialista em desenvolvimento infantil e consultora da plataforma Benji, plataforma de venda de brinquedos online, apresenta os sete principais benefícios destes brinquedos para as novas gerações.

 

Estimulam a curiosidade | Ao construir um puzzle, a criança descobre uma imagem, criando um todo a partir de pequenas partes. Para os seus pais, é mesmo interessante observar como esta vai descobrindo cada pedacinho dessa imagem, sendo que devem ir colocando perguntas: como acha que vai ficar determinada figura? A quem pertence certo acessório? De que personagem é a peça que tem cabelo loiro? Nunca se devem ainda esquecer que as crianças curiosas são as que aprendem melhor, mas que são também as mais motivadas para a escola e para o estudo.

 

Facilitam a coordenação olho-mão | Os puzzles são dos principais aliados nesta construção, sendo que a criança tem de ter uma boa coordenação olho-mão para realizar esta tarefa. A sua conclusão é essencial para competências básicas como copiar coisas escritas do quadro, copiar do caderno para uma folha, responder a um teste recorrendo a um texto, entre muitas outras atividades importantes na escola, mas que começam a ser desenvolvidas já enquanto bebés.

 

Treinam a concentração visual e o foco na tarefa | Se queremos ajudar uma criança a focar a sua atenção e a conseguir fazer uma tarefa do princípio ao fim, um puzzle é uma boa estratégia. Se for um puzzle pequeno, o jovem sabe que só pode sair da tarefa quando a completar, conseguindo assim gerir a sua permanência no mesmo local. Ao ser necessário procurar peça a peça para construir o todo, ajuda à concentração visual, mas também à capacidade de raciocínio abstrato: uma peça azul por si só não significa nada, mas junta com outras peças azuis pode formar o céu.

 

Desenvolvem competências de planeamento e organização | Por exemplo, ao organizar as peças do puzzle por cores, construir a moldura, separar as peças pelas suas formas de encaixe, mas também ao decidir por onde começar, já se está a organizar. Esta organização, bem como todas estas tomadas de decisão, servem de modelo para outras decisões que a criança tenha de tomar na sua vida. Um bom exemplo é transpor estas aprendizagens para a organização dos seus cadernos e do seu material escolar: começar a escrever na linha, ir mudando de cor ao escrever e sublinhar o mais importante.

 

Favorecem a capacidade de resolver problemas | Quando se abre uma caixa de um puzzle e se observam todas as pequenas peças, o cérebro começa a desenvolver estratégias para resolver aquele “problema”. Estas serão muito úteis quando é apresentada uma nova tarefa na escola, um desafio de matemática, entre outros exemplos.

 

Ajudam no desenvolvimento da linguagem e no relacionamento interpessoal | Os puzzles têm imagens que servem como mote na construção de um diálogo e na invenção de uma história. Quando a imagem fica completa, deve-se convidar a criança a descrevê-la, contando assim uma história sobre o que vê e o que falta ou quem falta na figura. Esta é ainda uma excelente atividade de partilha e de trabalho colaborativo, mesmo entre pais e filhos.

 

São uma ferramenta para a autorregulação emocional | Sendo uma tarefa altamente “cognitiva”, que utiliza toda a concentração e foco, não permite ativar a parte emocional. Não é possível fazer um puzzle e pensar em problemas ao mesmo tempo. Desta forma, tem a capacidade de acalmar, de suscitar o “mindfulness” e a atenção plena:existem poucas atividades que ajudem tanto a alcançar este objetivo como esta.

 

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