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Faz sentido o calendário de moda atual?

Apresentar coleções que só podem ser compradas meses depois está a deixar de fazer sentido no mundo atual, que procura cada vez mais a experiência imediata. O debate está lançado e já há marcas e estilistas a anunciar mudanças. Conheça ainda a posição da ModaLisboa e do Portugal Fashion.

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Duas vezes por ano, milhares de marcas e designers por todo o mundo apressam-se a apresentar coleções de moda. Não para a época que se inicia, mas para a outra a seguir. Este é o sistema de moda montado atualmente e que está a funcionar em todo o mundo. Mas… e continua mesmo a funcionar? Algumas marcas e designers acham que já não.

 

O mundo mudou, os consumidores mudaram, e apresentar uma coleção de uma estação que não é a que se está a viver e, ainda por cima, que se pode comprar apenas seis meses depois está a deixar de interessar aos consumidores.

 

Hoje vive-se no imediato. As coleções são apresentadas nas passerelles das semanas de moda e imediatamente saltam para as redes sociais, são partilhadas, comentadas… mas não podem ser compradas e usadas. Isto está a deixar os consumidores frustrados, por não poderem satisfazer o seu desejo imediato, e os designers apreensivos, pois investem muito esforço e dinheiro em coleções que correm o risco de, quando chegarem às lojas meses depois, deixarem de ter interesse para os seus clientes.

 

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O debate está lançado a nível internacional. E marcas como a Burberry e Tom Ford já se anteciparam e anunciaram as suas mudanças. A Burberry anunciou que a coleção que apresentou na Semana de Moda de Londres, entre 19 e 23 de fevereiro, está já a chegar às lojas, para satisfazer a vontade de compra dos seus clientes e servir inclusive consumidores que vivem em diferentes climas no mundo.  A marca britânica anunciou também que, a partir de setembro, vai passar a apresentar simultaneamente as suas coleções para homem e mulher em apenas dois grandes eventos por ano, ao contrário dos quatro como foi até agora. E nesses eventos, a terem lugar em fevereiro e setembro de cada ano, as peças apresentadas estarão imediatamente disponíveis para compra.

 

«Estas mudanças que estamos a fazer vão permitir-nos criar uma ligação mais estreita entre a experiência que criamos nos nossos desfiles e o momento em que as pessoas podem fisicamente explorar as coleções. Nós temos tentado reduzir este gap. Desde a apresentação em direto para o mundo, passando pela encomenda imediata a partir da passerelle e pelas campanhas ao vivo nas redes sociais, este é mais um passo no processo criativo que se vai continuar a desenvolver», declarou em comunicado Christopher Bailey, diretor criativo e de negócio da Burberry.

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