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Fatores ambientais provocam infertilidade masculina

Estudo refere que as influências socioeconómicas e a saúde reprodutiva feminina não podem ser os únicos fatores responsáveis pela maior incidência de infertilidade na atualidade.

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Um estudo realizado pela Sociedade Americana de Fisiologia adiantou que os aspetos ambientais e estilo de vida estão a prejudicar a saúde reprodutiva dos homens e podem ter um papel importante na diminuição da taxa de fertilidade dos países industrializados.

 

Uma equipa de investigação perita em medicina reprodutiva da Dinamarca, Finlândia e Estados Unidos da América avaliou a população disponível e os estudos feitos em animais acerca da saúde reprodutiva. Examinaram incidências de cancro dos testículos, desenvolvimentos anormais do órgão masculino, níveis de testosterona e qualidade do esperma, a proporção de crianças nascidas do sexo feminino-masculino, a frequência de ausência de filhos e a procura de técnicas de reprodução assistida. E ainda os fatores que pudessem afetar o sistema reprodutivo como mutações genéticas e os fatores de estilo de vida e ambientais modernos, incluindo exposições a produtos químicos, ocorrência de eventos traumáticos, fitness e nutrição.

 

A análise mostrou que o sémen de baixa qualidade contribui para aumentar a infertilidade e o recurso a tecnologias reprodutivas assistidas. Revelou também uma maior incidência de cancro testicular, a nível mundial, com maior frequência em países com populações caucasianas. Baixos níveis de testosterona nos homens e aumento da ocorrência de anomalias congénitas de órgãos reprodutivos em recém-nascidos do sexo masculino.

 

Niels Skakkebaek, da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, conta que encontraram sémen de muita baixa qualidade em rapazes com idades entre os 20 e os 25. «Descobrimos que um homem dentro da média tinha mais de 90% de esperma anormal. Normalmente, haveria muita quantidade de espermatozoides e apenas alguns anormais não iriam afetar a fertilidade. No entanto, parece que estamos num ponto em que, nos países industrializados, a qualidade do sémen é tão pobre que suspeitamos que esta seja uma causa para as baixas taxas de gravidez».

 

O estudo tem implicações significativas na saúde pública, e Skakkebaek é contra a ideia de que a baixa fertilidade é resultado de fatores socio económicos, pois é preciso fazer uma conexão com a indústria da fertilização in vitro.

 

Skakkebaek adianta que «não há dúvidas de que os fatores ambientais têm um papel importante» nesta situação e pode estar a determinar não só a habilidade de procriar destes homens assim como dos seus filhos.

 

 

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